Tudo ao mesmo tempo agora
por Edson Aran
Depois que me viciei no Twitter, todo dia faço uma enxurrada de frases cretinas. Mas se você não me segue – ou seguia e me perdeu numa esquina qualquer – aí vai uma seleta do melhor da semana, segundo eu mesmo.
- Agora vou fazer uma imitação de James Joyce no carnaval da Bahia : “Riverrun past eve & adam & environs & sai do chão, sai do chão!”
- Caiu a ficha! Só hoje eu descobri que “Preciosa” é uma refilmagem de “A Bolha Assassina”.
- Quem diz que “São Paulo não pode parar” nunca viu a Marginal do Pinheiros às seis da tarde.
- Negociar a paz no Oriente Médio é fácil, mas a primeira coisa a fazer é tirar deus da sala. leia mais »
por Ana Lou para Página da Cultura
Dizem as más línguas que o ano só começa no Brasil depois do Carnaval, mas o mercado editorial anda sempre a todo vapor.
Por isso, o post de hoje é para você leitor que lê o nosso blog, que deixa minutos preciosos do seu tempo aqui conosco.
Este mês abordaremos em nossos posts o tema carnaval e por isso pedimos gentilmente que em meio a serpentinas e festas sem fim você nos indique bons livros, músicas e filmes que falam sobre o assunto!
Esperamos ansiosamente pelos comentários, pois como diz Jorge Ben Jor na canção “País Tropical” em “Em fevereiro (em fevereiro) /Tem carnaval (tem carnaval)”
Aprendizagem de outros idiomas X Idade
por Ana Lou para Página da Cultura
Quando o assunto é aprender um outro idioma, não há dúvida: quanto mais cedo melhor! Mas, qual o melhor momento para dar início ao processo de aprendizagem?
Leia o texto abaixo, treine seu espanhol surpreenda-se com as afirmações dos pesquisadores:
Con cuatro meses de edad, los bebés distinguen idiomas
Noticias de Gipuzcoa
El habla es una de las facetas más asombrosas e importantes que el ser humano puede llegar a desarrollar. Y esta es una habilidad que se comienza a desarrollar prácticamente desde los primeros días de vida de una persona.
Partiendo de esta afirmación, un grupo de investigadores del Basque Center on Cognition, Brain and Language (BCBL) de San Sebastián ha demostrado que a partir de los cuatro meses de edad los bebés comienzan a diferenciar los idiomas en los que se les habla. La doctora Monika Molnar, una de las principales investigadoras de este estudio, destaca que “los bebés distinguen cuando se les habla en castellano o en euskera a una edad muy prematura, lo cual indica que la educación bilingüe se puede comenzar desde los primeros días”.
El primer año de vida es crucial en el desarrollo del lenguaje de los niños, que comienzan a hablar con significado y sentido a partir de los 18 meses. Se trata de un periodo muy importante y complejo en el que los bebés desarrollan diferentes mecanismos y facultades para omitir sonidos.
El BCBL es un importante centro de investigación, ubicado en Miramon, que se ha erigido como referente internacional en el área de las neurociencias cognitivas. Hoy en día, desarrolla una línea de proyectos con bebés, jóvenes, adultos y mayores en la investigación de los mecanismos cerebrales que participan en el lenguaje y posibles trastornos derivados de él, con un énfasis especial en el bilingüismo y el multilingüismo.
El estudio de la percepción del lenguaje es un proceso tan básico como complicado. Los bebés implicados en este estudio tienen entre tres y doce meses de edad y han sido voluntariamente ofrecidos por sus padres, quienes también participan en la investigación. “Sentamos a los bebés en el regazo de sus padres para que se sientan seguros y procedemos al estudio”, justifica Molnar. El proceso consiste en la transmisión de estímulos visuales y sonoros durante un máximo de diez minutos, puesto que los bebés son incapaces de concentrarse durante más tiempo. leia mais »
Site do Aran entrevista o Jabuti
Bate-papo exclusivo com o bicho esquisito
por Edson Aran
SITE DO ARAN: Bom dia, senhor Jabuti.
JABUTI: Chicooooo! Eu te amoooooo, Chicooooo!
SITE DO ARAN: O senhor não considera que, ao outorgar o prêmio de melhor ficção a um cantor, o senhor evidencia que a literatura brasileira está em profunda decadência?
JABUTI: Aqui, Chicooooo! Eu te amooooo! Chico! Aqui, Chicoooo! Olha pra mim!!! Por favoooooor!!!
SITE DO ARAN: A postura sabidamente acrítica do jornalismo cultural brasileiro influenciou a decisão de premiar um cantor?
JABUTI: Lindoooooo! Me dá um autógrafo, Chicooooo! Assina aqui em cima do meu peito, tesouroooo!
SITE DO ARAN: A premiação deste cantor é um fato isolado ou podemos esperar homenagens futuras ao Luan Santana e ao Fiuk?
JABUTI: Chicoooooo! Vem cá que eu quero te lamber todinho, coisa lindaaaaaaa! Chicooooooooo!
PORTUGAL TELECON (Empurrando Jabuti e Site do Aran): Sai pra lá, que eu vi primeiro! Chicoooooo, eu quero dar pra você! Chicooooooooo!!!!
Edson Aran (@EdsonAran) é escritor, jornalista, cartunista e desde 2006 é diretor da redação da Playboy. Publicou Na Kombi, Antologia, Barba Negra, Leya Cult, 2010;Delacroix escapa das chamas, Record, 2009; O Imbecilismo – e outros textos de humor, Geração Editorial, 2005; Blônicas, Antologia, Jaboticaba, 2005; Conspirações – Tudo o que não querem que você saiba, Geração Editorial, 2003; Quânticus – O Destruidor de Mundos, Opera Gráfica, 2002, A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos, Nova Alexandria, 2001; Aqui Jaz – O livro dos Epitáfios(com Castelo), Ática, 1996.
Sampa
Caetano Veloso
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa
por Ana Lou para Página da Cultura
Esse ano começou bem para o escritor, jornalista de aventura e nosso colaborador Airton Ortiz. O seu livro “Havana: expedições urbanas” que mistura observações do próprio autor e passagens históricas sobre a cidade ganhou o prêmio “Livro do Ano” da Associação Gaúcha de Escritores na categoria crônicas.
O livro também foi finalista do Prêmio Açorianos de Literatura, da prefeitura de Porto Alegre.
Nós parabenizamos o autor e compartilhamos com vocês o selo de finalista!
Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
Teste básico de compreensão de texto
por Edson Aran
Um dos grandes problemas da educação brasileira, revelado pela pesquisa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é o da compreensão de texto. O jovem de 15 anos lê, mas não entende o que leu, feito um crítico literário. O Site do Aran resolveu colaborar com a gloriosa nação brasileira e elaborou um teste muito simples de compreensão de texto. Veja se você está apto a apitar.
O significado da frase “O jovem de 15 anos lê, mas não entende o que leu” é:
a) Hmmm. Dá pra repetir?
b) O jovem. Hã. Tem 15 anos. Hmm. Então. Dá pra repetir?
c) A existência precede a essência.
Na sentença “A existência precede a essência”, o sujeito oculto é:
a) Zé Dirceu. Ele é sujeito oculto faz oito anos.
b) Fernando Haddad, ministro da Educação, cuja existência é desprovida de essência.
c) Se o sujeito é “oculto” é porque quer ocultar a identidade. Dãããã.
Se existe um sujeito e o sujeito está oculto, onde foi que ele se escondeu?
a) No antro dos prazeres profanos
b) Na Complexo do Alemão
a) No armário
Quem quer sair do armário?
a) O Mário
b) Quê armário?
c) Quê Mário?
Ironia é expressar, por meio de palavras, o oposto do que se quer dizer. Isso significa que:
a) Ironia deveria ser chamada ainori
b) Hmmm. Dá pra repetir?
c) Quê Mário?!!
Se você tem quinze anos e conseguiu entender este teste, parabéns! Você lê português muito bem.
Edson Aran (@EdsonAran) é escritor, jornalista, cartunista e desde 2006 é diretor da redação da Playboy. Publicou Na Kombi, Antologia, Barba Negra, Leya Cult, 2010; Delacroix escapa das chamas, Record, 2009; O Imbecilismo – e outros textos de humor, Geração Editorial, 2005; Blônicas, Antologia, Jaboticaba, 2005; Conspirações – Tudo o que não querem que você saiba, Geração Editorial, 2003; Quânticus – O Destruidor de Mundos, Opera Gráfica, 2002, A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos, Nova Alexandria, 2001; Aqui Jaz – O livro dos Epitáfios (com Castelo), Ática, 1996
Histórias Íntimas: um dos livros mais vendidos e lidos de 2011!
por AnaLou para Página da Cultura
O livro “Histórias Íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil” da historiadora, escritora e nossa colaboradora Mary del Priore está na lista dos livros mais vendidos de 2011 e ocupa a décima quinta posição, conforme divulgado no Publishnews (clique aqui para ver a lista).
Nós aqui da Página da Cultura parabenizamos a autora não só por compor a lista, mas por ter coragem de abordar um tema que conforme escreveu o escritor Moacyr Scliar “foi tabu em nosso país”.
A nossa sexualidade e a maneira como lidamos com a nossa intimidade são postas na mesa com clareza, objetividade e preocupação com os fatos históricos sem perder a descontração e o charme!
Parabéns Mary de Priore e leitores. Só nos resta desejar boa (re)leitura!
por Dora Lorch
Cada pessoa é um mundo, mas podemos analisar cada mundo, e quem sabe classificá-los em grandes grupos, na maneira como lidamos com nossos sentimentos.
Na praia, por exemplo, os pais querem que seus filhos gostem do mar, tanto quanto eles gostam. Por isso usam de vários estratagemas, indo devagar, aproximando seus filhos do prazer de estar na água, brincando junto.
Mas o que aconteceria se o filho emperrasse na beirada da água e não quisesse entrar de jeito nenhum?
Basta ficar parada em qualquer praia, para perceber que cada um lida com a situação à sua maneira: uns brincam, outros ralham, outros desconsideram os berros de medo dos filhos.
Certa mãe, ao ver seu filho com medo, puxava sua mão, e dizia vem, vem filho, se você não vier vou te jogar na água! E ria.
Interrompi, e fui conversando com a mãe que daquela maneira o medo da criança só ia aumentar. Tão logo ela se desconcentrou, o menininho (devia ter entre 1 e 2 anos) saiu correndo em direção oposta ao mar. leia mais »




