Quem é Cláudia Matarazzo? Descubra aqui.
Fest Noiva Ceará – 2010
de 11 a 14 de Março de 2010
Exposição de produtos e serviços para festas e casamentos
Claudia Matarazzo: jornalista, escritora, apresentadora de rádio e televisão. É autora de doze livros sobre etiqueta, casamento , comportamento, etiqueta inclusiva e realiza palestras em todo o país.
Claudia iniciou sua carreira na revista Casa Claudia, onde ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo e escreveu colunas sobre comportamento e moda para várias revistas nacionais, como Playboy, Vogue Homem, Chiques & Famosos, e jornais como o Diário de São Paulo. Há cinco anos assina uma coluna semanal para a revista “A Tribuna de Santos”.
Em 2005 apresentou diariamente a coluna “Atitude” na Rádio Band News FM. Em televisão, apresentou durante um ano na Rede Globo, um quadro semanal sobre Etiqueta no programa “Mais Você”, além de outros programas na TV Cultura, TV Gazeta e Rede Sesc Senac de Televisão.
Nos anos que antecedem dois dos maiores eventos esportivos do mundo, a Copa, de 2014, e as Olimpíadas, em 2016, hoje participo de um lançamento muito importante, cujo projeto muito me orgulha de ter participado: o lançamento do livro “História do Esporte no Brasil: do império aos dias atuais”.
Ao lado do professor Vitor Andrade de Melo, autor de diversas obras ligadas ao esporte e profundo conhecer do tema, vou participar, na tarde de hoje, no Museu do Futebol, em São Paulo, de um bate-papo sobre a influência do esporte na cultura brasileira.
Numa ação diferenciada, vamos reunir, sob a mesma bancada, nomes como Danielle Zangrando, judoca medalhista de ouro nos Jogos Panamericanos de 2007, Flavio Delmanto, presidente do Conselho Regional de Educação Física de São Paulo e coordenador do curso de Educação Física da FMU, o jornalista Marcelo Durante e a coordenadora do núcleo de pesquisa, documentação e exposições do próprio Museu, Daniela Alfonsi.
O evento é gratuito e começa às 18h30.
“O bom escritor é aquele que elabora cada obra como uma obra única”
PORTAL DA FRANPRESS
Entrevista com David Oscar Vaz
“O bom escritor é aquele que elabora cada obra como uma obra única”
Ler é, sem dúvida alguma, o caminho ideal para os que querem escrever melhor. E o Brasil tem talento de sobra. Quem afirma isso é o escritor David Oscar Vaz, que além de um excelente contista – ele foi jurado do Prêmio Jabuti 2007 nesta categoria – também é mestre em teoria literária pela Universidade de São Paulo (USP). Nesta entrevista David Oscar nos fala sobre o mercado, a educação no Brasil e deixa claro o quanto é prazeroso falar sobre literatura.
Portal Fran Press – Prof. David, como está hoje o mercado literário brasileiro?
David Oscar Vaz – De uns anos para cá a quantidade de editoras cresceu muito. O Brasil tem hoje uma grande quantidade de editoras. Hoje é muito mais fácil publicar um livro hoje do que há vinte anos atrás. Porém, as editoras, na sua maioria, têm muito medo de errar. Elas procuram acertar com as publicações e acabam investindo nos escritores que trazem certeza de sucesso. Basta um livro fazer sucesso no exterior com um assunto de conhecimento massificado que ele certamente vai ser lançado no Brasil com toda a divulgação e marketing que existe no mercado.
Doutora, socorro, tenho um filho adolescente!
por Dora Lorch
— Doutora, socorro! Não sei mais o que fazer. Meu filho está terrível. Ele tem 13 anos e está me dando problemas, um atrás do outro. Não presta atenção nas aulas e está com notas vermelhas. Toda hora a direção da escola me chama por problemas de muita conversa, de falta de atenção. Não chega a desrespeitar aos professores, mas está cabulando aulas. E não quer falar comigo de jeito nenhum. Fica quieto no canto dele, às vezes não quer comer. Eu falo com ele e parece que está sempre no mundo da lua. Doutora, o que é que eu faço? O que é que ele tem?
Ter um filho adolescente é um desafio e tanto. É um teste para os limites, o controle e os motivos de qualquer pai. Um adolescente é um ser que começa a descobrir o que ele pode, o que ele consegue e o que ele agüenta sobre as atitudes. Por isso, testa a todo o momento os limites que a vida impõe. Testa quantos dias consegue ficar sem tomar banho (e sem que a mãe perceba), o quanto consegue comer, ou quanto tempo pode ficar sem comer. Experimenta quanto pode ficar sem escovar os dentes ou o cabelo e quanto tempo consegue ficar acordado (todos passam pelo menos uma noite em claro para saber o que acontece). E testa ainda o quanto pode ultrapassar a hora determinada para voltar para casa, testa as amizades, os namorados, as regras que os pais colocam. Rebate o que falamos para ver como reagimos. Tenta mandar na casa.
Você certamente já ouviu alguém dizer: “Ele tem ciúme até da alma” ou “tem ciúme até do cachorro”, ou ainda “morre de ciúme”. “Eu não tenho ciúme”, “é normal, doentio”… O que não faltam são opiniões e conceitos milenares sobre este sentimento que vaga mais ou menos forte no coração das pessoas, principalmente as apaixonadas.
Muitos dizem que o ciúme faz parte da natureza humana. Pode até ser. O problema é que é muito difícil ser elegante e sensato quando ele fala mais alto que a própria vontade ou quando sofremos a pressão da desconfiança.
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Susana sempre detestou passar em frente à janela da casa vizinha.
Tudo por causa daquele assanhado. O homem está sempre na JANELA, à hora da manhã em que ela passa em direção ao trabalho - mais apressada naquele breve trecho do que em todo o resto do caminho – e, ainda que não diga nada, seu olhar libidinoso basta para assustá-la. É um olhar que parece persegui-la, que contempla os detalhes de seus passos, as pernas quando chegam e quando já se vão, que acompanha o movimento doce dos músculos. É um olhar que adivinha, como se fosse um raio X, que parece destecer os fios da blusa de lã que ela veste, abrir o zíper de seu vestido, descalçar as sandálias que ela VESTE nos dias mais quentes do verão.
Olhar desse jeito para uma mulher casada, pensa ela. O que é que este desavergonhado pensa que é?
Não sabe o nome do vizinho, se é casado ou solteiro (nunca viu mulher nenhuma a acompanhá-lo na janela). Nem quer saber: só o que sabe é do olhar desrespeitoso, invasivo, cheio de uma lascívia que se renova todos os dias, um olhar que lembra à Susana sua própria condição de mulher. E ela passa nervosa em frente ao homem, sem olhá-lo, suando um pouco. Tenta fingir que ele não está ali enquanto torce para que ele não perceba o seu tremor.
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Ou os homens se rendem à jornada dupla ou serão extintos
Luís Antônio Giron
Revista Época – 09/03/2010
Escrevo esta crônica no Dia Internacional da Mulher. A situação é irônica porque nesta data eis-me aqui sobrenadando em obrigações, no trabalho e em casa. Há alguns meses tenho vivido a experiência da dupla jornada de trabalho tão abominada pelas mulheres. Atuo ao mesmo tempo como pater familias e rainha do lar. Sinto como se estivesse passando por uma metamorfose e virasse outro animal. Um bicho andrógino cuja existência só poderia se verificar nestes tempos pós-feministas e antimachistas. Sim, leitor, eu me transformei em uma nova criatura. Sou… “pãe”!
E ser pãe é… padecer no paraíso, sem o paraíso. Ser pãe é… entregar a alma em troca de nada. É gemer sem sentir dor. E assim, como pãe exemplar, o meu dia-a-dia é marcado no relógio. Acordo às 5 horas da manhã para preparar o café de minha filha de 17 anos, despertá-la e levá-la de carro ao metrô. Depois volto, acordo a filha de 15 anos e lhe sirvo o café, para em seguida transportá-la até a escola. No retorno, já são quase 8h. Minha vontade é me atirar de novo na cama e dormir até pegar no serviço, às 10h. Mas tenho de varrer a casa, lavar e secar a louça. Preciso chamar o eletricista para consertar as tomadas e dar antibiótico para a cachorra, que está com suspeita de tumor no focinho. A empregada chega e preciso planejar o almoço. Ao mesmo tempo, dou uma olhada nos jornais e tento ler um livro para o trabalho, fazendo anotações a lápis em um bloco. E tenho de dar uma passada no banco porque as contas estão vencendo. Drt pãe é ser pai também.
Mulher e mundo doméstico – Mary del Priore
Sala de Notícias em Debate
Mulher e mundo doméstico
Tv Futura 9-3-2010
No segundo dia especialmente dedicado à Mulher, o Sala de Notícias em Debate faz foco nas mudanças que ocorreram na vida cotidiana no lar face as demandas do mundo moderno. Será analisada a relação custo benefício da emancipação feminina: entrada no mercado de trabalho, jornadas duplas e às vezes triplas, divórcio, responsabilidade sobre a família e todas as cobranças que a sociedade faz.
Convidadas: Lya Luft (escritora), Mary Del Priore (historiadora), Ana Arruda Callado (jornalista e intelectual feminista) e Cristina Lima (consultora em Recursos Humanos).
