Guerras do folhetim

por Felipe Fortuna
Época / Data: 29/3/2004

Minoridade Crítica revela o diletantismo da análise musical feita no Brasil do século XIX

Uma qualidade evidente de Minoridade Crítica encontra-se na organização de uma antologia de críticas publicadas entre 1826 e 1861. A coletânea ilustra à perfeição a tese de Luís Antônio Giron, editor de Cultura de ÉPOCA, sobre a superficialidade da análise musical praticada no Brasil naqueles anos. Compilação paciente e exaustiva de um cânone virtualmente desconhecido, por meio da qual se pode tomar contato com a desolação estética e intelectual dos melômanos e dos apreciadores de música que escreviam na imprensa do período.

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Um crítico em busca dos antepassados

por João Luiz Sampaio
O Estado de S. Paulo / Data: 22/3/2004

Luís Antônio Giron lança livro sobre o surgimento da crítica musical no Brasil

Somos todos herdeiros dessa tradição, constata o jornalista e crítico musical Luís Antônio Giron. Ele se refere a Machado de Assis, Gonçalves Dias, Martins Penna, José de Alencar. São todos membros das primeiras gerações de críticos musicais brasileiros. E alguns dos personagens de Minoridade Crítica, livro que Giron lança hoje (22.03) na Livraria Cultura, um olhar sobre os primórdios da crítica no Brasil. “Estou há 21 anos no jornalismo cultural”, conta Giron. “E sempre me intrigou o fato de a crítica ser tão odiada, hostilizada. Foi um dos primeiros impactos da minha vida profissional.” Daí o interesse em voltar “a seus antepassados” e tentar entender a atmosfera em torno do crítico e do jornalista cultural. E a constatação de que a crítica é uma área desprezada, deserdada da história. “O menosprezo à produção artística da época é grande e ainda maior em relação àqueles que atuaram como folhetinistas de espetáculos de suposta pródiga vaidade.

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