Veja / Data: 8/8/2007
A história esquecida de Pedro Augusto, o neto de dom Pedro II que foi preparado para lhe suceder Ronaldo Soares. A historiografia brasileira convive, há 140 anos, com uma sombra. É a parte que trata da vida do príncipe Pedro Augusto de Bragança Saxe e Coburgo, primogênito da princesa Leopoldina, a filha mais nova de dom Pedro II. Quase ninguém ouviu falar nele, apesar de ter sido preparado pelo avô, durante quase uma década, para ser o futuro imperador do Brasil. Era visto assim no país e até nas cortes européias. A infância gloriosa, cercada dos mimos que se conferem a um futuro monarca, foi progressivamente substituída pelo amargor de uma juventude sob intensa disputa familiar e intrigas políticas. Mas nem mesmo uma vida de fortes emoções e disputas políticas lhe foi possível. Suas chances de lutar para liderar um império se dissolveram com a proclamação da República. Pedro Augusto, jogado ao ostracismo, enlouqueceu e acabou morrendo em um manicômio na Áustria. Apesar dessa trágica sucessão de fatos, sua vida foi esquecida pelos livros escolares e pelos historiadores em geral. Essa é a bruma que começa a se dissipar em O Príncipe Maldito – Traição e Loucura na Família Imperial (Editora Objetiva, 296 páginas), da historiadora Mary Del Priore, que chega às livrarias no fim do mês. A história de Pedro Augusto também ajuda a compreender melhor o drama da sucessão que mobilizou o Brasil na segunda metade do século XIX. leia mais »