Natal apressadinho

do Blog de Luís Antônio Giron
domingo, 22 de novembro de 2009

Para um andarilho compulsivo, nada é melhor que o Natal. Costuma ser um tal de decorar casas, lojas e templos, um tal de querer surpreender quem passa pela rua, que eu tenho vontade de ter crianças de novo só para levá-las a passear, e ver a expressão de espanto no rosto delas, iluminada pelo pisca-pisca de milhões de lâmpadas colorididas.

Mas neste ano aconteceu algo paradoxal. O desaquecimento econômico e financeiro global deu mais brilho à cidade. Os pinheiros de Natal e as luzes surgiram muito antes do tempo, ainda em outubro. As lojas já estão superdecoradas, com anões e alces de Walt Disney e as nevascas falsas, ao som de “Jingle Bells”. Diante de um shopping center, um Papai Noel autômato gigantesco vira a cabeça de um lado para outro para atrair visitantes. Do rádio à internet, passando pela televisão, a festa já se instalou.

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Por trás do grande imperador… uma condessa

por Elias Thomé Saliba
O Estado de S. Paulo / Data: 25/1/2009

Mary Del Priore narra história da Condessa de Barral, amante de d. Pedro II e testemunha de grandes acontecimentos do império

Monarquistas chegaram a descrevê-la como oportunista palaciana ou como eminência parda de d. Pedro II; republicanos associaram sua imagem de amante do imperador à própria decadência do já combalido império brasileiro. Estes controvertidos e superficiais retratos de Luísa Maria Portugal e Barros – mais conhecida como Condessa de Barral – parecem definitivamente superados após a leitura de Condessa de Barral (Objetiva, 264 págs., R$ 33,90), de Mary Del Priore, uma reconstituição viva da trajetória de uma das personagens femininas mais importantes da história brasileira no século 19. Calcada em inúmeras fontes, incluindo o inédito diário de juventude de Luisa de Barral, Mary Del Priore brinda os leitores com um narrativa sensível, fluente e cheia de empatia pela enigmática personagem.

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