Michael Jackson sem máscara em This is it
do blog Luís Antônio Giron
O documentário This is it, dirigido pelo coreógrafo Kenny Ortega, que entra em cartaz hoje no mundo inteiro, por duas semanas, levava o maior jeito de golpe publicitário. Afinal, não haveria outra razão para estabelecer prazos para a exibição que arrecadar o mais rapidamente possível com uma bomba. Mas não se trata disso, pelo menos na minha opinião de melômano compulsivo, que assisti ao filme na pré-estreia na passagem de terça para quarta, dia 28, no Kinoplex Itaim de São Paulo. O filme é, sim, um modo eficiente de faturar, mas o conteúdo das duas horas de filme com o ensaio do show que nuca houve de Michael Jackson (This is it, em Londres, numa temporada de 50 espetáculos) é legítimo, e interessante como documento dos estressantes momentos finais do cantor e bailarino Michael Jackson. Para os fãs, um docudrama comovente. Uma exumação seguida de novo requiem.
Michael Jackson sempre foi cioso de sua imagem, e talvez não deixasse que sequências de ensaios viessem a público. Pela primeira vez, o artista aparece nos bastidores, mostrando a seu jeito peculiar e seu método de dirigir ensaios. Exigente e perfeccionista, ele não dava espaço para a improvisação ou a criatividade dos músicos e bailarinos com que trabalhava. Em This is it, não foi diferente. Michael aparece mandando o diretor musical do show, Michael Bearden, tocar cada nota das músicas, proibindo que ele inventasse harmonias.Aparece discutindo com o elenco, sempre com educação e completando as ordens com “I love you”.
no site de Claudia Matarazzo
A cada dia crescem no Brasil as empresas que adotam o “casual day”, ou melhor “sexta-feira casual”, deixando seus funcionários mais livres no modo de vestir. Na verdade é o dia sem gravata e salto alto.
Mas atenção: casual não quer dizer de qualquer jeito e até para parecer casual há que se ter um certo talento e elegância. Se a sua empresa adota o “casual day” é por que durante a semana não é tão casual assim. Portanto fique atento a alguns detalhes que não o deixarão refletir uma imagem ambígua: ora arrumadíssimo, ora molambento.
Sem Exagero. O que é muito confortável em casa ou no clube, não tem o mesmo efeito e pode parecer completamente fora de contexto no escritório. Por isso, nem pense em ir trabalhar de agasalho e tênis, com seu jeans velho, desbotado ou desfiado. Muito menos de shorts e bermudas.
do blog Luís Antônio Giron
O que seria do mundo sem os palestrantes? Talvez um lugar melhor. Você já deve ter reparado como esta cidade virou alvo privilegiado deles. De epidemia nos anos 90, passou a endemia incurável.. E o assédio é de 7 dias por semana, 24 horas por dia. De repémte você está no emprego e o RH faz a convocação para todos assistirem a uma palestra sobre as lições do boto amazônico para a liderança. Abundam especialistas em generalidades as mais inimigináveis: esportistas falam das lições de vitória aplicadas ao trabalho; ex-filósofos montam cursos de treinamento para atendentes de telemarketing…
Todo acadêmico fracassado percebe que fazer palestra em empresa é lucrativo. Conheço vários gênios promissores na universidade que desistiram dos ideais para faturar alto. Não os condeno, porque a carreira universitária é mal-remunerada e frustrante, e não há boa instituição que escape da pasmaceira e da rede de inveja. Acaba sendo mais lucrativo discorrer superficialmente sobre assuntos no qual o acadêmico se aprimorou, mesmo que para uma audiênica de zé-manés. Estes formam o público-alvo dos palestrantes, já que a formação no Brasil é mais que deficiente..
do blog do Luís Antônio Giron
25/10/2009
A passagem que vou ler é de autoria de um personagem célebre. Abrir aspas. “A História está marchando muito rápido, e os herói e os vilões estão trocando de papéis!” Fechar aspas. Ela não foi dita por Nietzsche ou algum desconstrutivista francês. O questionamento dos limites entre vilões e heróis foi feito por James Bond. Ele mesmo, o agente secreto 007, no primeiro romance de Ian Fleming em que aparece: Casino Royale, publicado em 1953. Ninguém diria então que Bond viraria o herói máximo do cinema de ação. No romance, Bond se apaixona e quer pedir demissão do M16. Enfim, Bond nasceu torto, mas o cinema lhe deu sofisticação e um ar de galã. .
O filme Casino Royale, que estréia hoje em centenas de sala no Brasil inteiro, é uma adaptação da primeira aventura de 007. A expectativa é grande, pois marca a estréia do novo 007, o sexto em 43 anos de produção das aventuras do sofisticado agente secreto britãnico.
Rodar a baiana pode até ser chique
no site de Claudia Matarazzo

Há um momento em que algo incomoda tanto, mas tanto, que, de repente, sem pensar nas conseqüências, a vontade é de botar a boca no mundo e armar o maior barraco.
Há momentos em que este tipo de atitude é perfeitamente aceitável no que se refere ao comportamento. Principalmente quando quem errou primeiro, quem foi mal educado e deselegante foi a outra parte.
Não se trata de pagar na mesma moeda mas, quando os outros ultrapassam seus limites, invadem nosso território ou simplesmente abusam da nossa paciência, é o caso de mostrar, sim, de maneira mais radical, o quanto isto é inaceitável.
Sangue fresco nas letras por Giron
no blog de Luís Antônio Giron
22/10/2009
Os vampiros voltaram a morder a jugular da cultura. Por uma operação regressiva qualquer que ataca às vezes as gerações, o personagem sugador de sangue está na moda e começa a ser levado a sério pela comunidade acadêmica, que enxerga no personagem mais um sinal dos tempos inquietantes que vivemos.
Que os vampiros não prestam sempre me pareceu evidente. A história comprova minha convicção. Tudo se iniciou em meados do século XV, quando o o príncipe Vlad II da Valáquia adotou o nome de Dracul (“dragão”) ao ser ordenado Cavaleiro da Ordem do Dragão. Enfim, esse caudilho dos pampas húngaros poderia ter ganhado o trono do esquecimento, caso o mito não houvesse suplantado o indivíduo. A lenda (rural) era de que Dracul bebia o sangue dos inimigos. Nada extraordinário, pois muito antes o rei lombardo Albuíno fazia o mesmo, utilizando os crânios dos vencidos como taça. Para não falar de muitos povos selvagens cujos rituais incluíam antropofagia. Os românticos transformaram esse substrato bárbaro em lirismo e mistério. O romance Drácula, do irlandês Bram Stoker, publicado em 1897, finalizou a composição do personagem. Os vampiros revitalizados para o século XXI não passam de variações sobre o mesmo tema definido por Stoker.
