O futuro do livro, segundo Umberto Eco
Vou confessar a você: não suporto mais a discussão sobre se o livro vai sobreviver aos e-books. É como discutir o futuro do prego. Será que em mil anos a humanidade estará usando pregos? Sem dúvida. E podemos usar para o prego o que os nossos sábios bibliófilos têm usado há alguns anos para descrever a superioridade tecnológica do livro no papel: como o livro, o prego é prático, não precisa de energia para funcionar e provou sua eficiência desde antes dos egípcios. Não haverá nenhum prego digital capaz de abolir o prego de aço. Ora, a discussão sobre o futuro do livro me parece tão inútil quando discutir o prego. Mas têm mobilizado os intelectuais.
Eram duas e meia da tarde e Floro Guterres bebia outro conhaque, sozinho no boteco de sempre, quando o homem se aproximou. Tinha o ar tímido, humilde, um pouco confrangido.
“O senhor que é o Poeta?” – perguntou o desconhecido.
Floro lembrou dos quatro livros de poesia publicados, a maioria ainda empilhada em caixas pobres no seu quitinete, mas que lhe concediam este título quase honroso aos olhos mais humildes, e respondeu que sim.
São Leopoldo: Henrique Schneider ‘desembarca’ na Livraria do Trem
A locomotiva da literatura pára em São Leopoldo para o escritor Henrique Schneider desembarcar. É a oitava sessão do projeto Leituras Feevale Contos da Vida Breve 2010 que chega à Livraria do Trem (Rua São Caetano, 53, sala 03, Centro – SL) nesta quarta-feira, dia 29, às 20 horas.
Quarta Rica Especial com Claudia Matarazzo
Quarta Rica Especial com Claudia Matarazzo
03 de abril de 2009, às 14:10:54
A CDL Jovem Natal realizou na ultima quarta-feira (1°/04) a primeira Quarta Rica do ano, que terá como convidada a jornalista Cláudia Matarazzo, com a palestra “Negócios, negócios, etiqueta faz parte”. Os profissionais interessados no assunto terão a oportunidade de aprender e debater sobre o tema com uma especialista em etiqueta. O evento aconteceu às 18:30h, no auditório da CDL Natal, no Tirol, e será restrito a associados e convidados.
por Edson Aran
A saga do trocadilho imortal
1958: Numa festa cheia de mangüaça com Grapette, os poetas concretos Décio Pignatari, Oraldo Grunhevaldo e aqueles outros dois têm uma idéia genial: criar o trocadilho perfeito. Oraldo Grunhevaldo toma para si a tarefa hercúlea e diz: “Hei de fazer o melhor trocadilho!” No que Décio Pignatari responde: “Hei de, a pequena garota da montanha!”. Oraldo Grunhevaldo enfia a mão na cara dele.
Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
por Dora Lorch
Tem alguns comportamentos que “herdamos” de nossos pais, de repente nos pegamos fazendo a mesma coisa que nossas mães faziam, ou falando coisas que nos remetem à infância. Quantas vezes você não disse frases inteiras que finalmente fazem sentido (“esqueceu que você tem casa?”; “meu consolo é que um dia você vai ter filhos.”; “quer me matar de desgosto!” “ Faço porque eu te amo”…). Quantas vezes nós não nos pegamos agindo igualzinho aos nossos avós ou pais?
No meio do caminho havia o Brasil…
Cabral topou com o Brasil por acaso? Há 510 anos a dúvida atormenta os historiadores. Alguns indícios sugerem, contudo, a intencionalidade da descoberta. Durante a Idade Média circularam mapas com informações a respeito de uma mítica ilha, chamada “Brazil”. Além disso, informações colhidas por Vasco da Gama, em 1497, a respeito da presença de pássaros, em locais bastante afastados da costa africana, confirmaram suspeitas a respeito da existência de terras desconhecidas no leste atlântico. Eis o que consta no diário de viagem do navegador português: “Era quinta-feira, 3 de agosto, quando seguimos viagem… Cerca de duas semanas depois, em 18 de agosto, íamos um dia com vento em sul, quando se quebrou a verga da nau capitânia. Estávamos a 200 léguas da ilha de Santiago… em 22 de agosto… achamos muitas aves semelhantes a garções que, ao anoitecer, seguiam contra o sudoeste muito rijas, como aves que iam para a terra…”. Leia mais.



