O que leva o cinema a investir na violência sexual
O cinema tem conjugado sexo e crueldade como nunca. Não me refiro à pornografia, mas aos filmes de autor, aqueles que transportam o espectador a um outro plano, exigindo-lhe reflexão e atitude sobre o que se passa diante de seus olhos Sequências “autorais” envolvendo sexo, perversão e violência sexual andam ganhando mais adeptos, tanto de quem está atrás das câmeras, como da plateia. A tolerância do público a certas modalidades de tabus parece maior, talvez porque os espectadores as vivenciem no cotidiano. Os cineastas não fazem mais que espelhar – e não raro refratar – a imagem que têm do mundo. Não há inocentes em tal jogo. Há um desejo das audiências e outro de agradar a estas. Assuntos que soavam insuportáveis cinquenta anos atrás hoje são vistos como rotineiros. É preciso então avançar e forçar limites. Que razão há para tamanha obsessão transgressiva? Responder que talvez seja porque não haja mais a figura da transgressão é errado. Não fosse ainda um tabu, não chamaria atenção, não lotaria as salas e não resultaria em grandes bilheterias. Todo mundo sabe que basta estampar a palavra “sexo” em um anúncio, que aparece gente interessada. E o cinema é, entre as artes, o maior campo de testes dos instintos mais básicos do espectador. Então lanço uma questão constrangedora: será que avançaram-se os limites até o ponto de sexo e violência se acoplarem e assim fazer com que hoje o estupro no cinema passe por atração erótica?
Eu saíra do banco onde fora acompanhar de perto as más notícias sobre o meu saldo bancário e andava pela rua com aquela pressa sem nome que nos acomete quando caminhamos pelas grandes cidades, quando percebi o casal, parados ambos em frente à vitrine de uma livraria. Ela teria os seus oitenta anos, a pele clara, belos e suaves cabelos brancos; ele era certamente alguns anos mais velho.
E estavam de mãos dadas.
Etiqueta e cerimonial sem frescura
Claudia Matarazzo: Etiqueta e Cerimonial Sem Frecura
Renata Batata
17/10/2008
Acho super importante saber se comportar. Sem frescuras, óbvio, até porque eu não costumo freqüentar jantares mega sofisticados com vinte talheres de cada lado do prato. Mas elegência não é só saber etiqueta e ser chique não é usar roupa de marca. Faz muito tempo, comprei o primeiro livro da Claudia Matarazzo e gostei muito. Recomendo. Ela é sensata, nem um pouco fresca e muito, mas muito educada. A seguir, reproduzo na íntegra a entrevista exclusiva concedida ao Jornal Carreira & Sucesso, onde Claudia explica os caminhos percorridos ao longo de sua carreira. Confira!
por Edson Aran
O grande escritor nas quintas do Paraíso
Era o cair da tarde, na hora em que a suavidade do céu infunde nas almas um doce pungimento. Havia muita gente na íngreme escadaria que levava às quintas do Paraíso. Dos dois lados, encontravam-se bufarinheiros, estorninhos e amenjoeiros. No alto da escadaria, envolvo em névoa diáfana, estava Deus, que, ao avistar o escriba José Saramago, disse Que diabos faz este comunista a subir minha escada, ora pois?!





