A filosofia de 007

do blog do Luís Antônio Giron
25/10/2009

A passagem que vou ler é de autoria de um personagem célebre. Abrir aspas. “A História está marchando muito rápido, e os herói e os vilões estão trocando de papéis!” Fechar aspas. Ela não foi dita por Nietzsche ou algum desconstrutivista francês. O questionamento dos limites entre vilões e heróis foi feito por James Bond. Ele mesmo, o agente secreto 007, no primeiro romance de Ian Fleming em que aparece: Casino Royale, publicado em 1953. Ninguém diria então que Bond viraria o herói máximo do cinema de ação. No romance, Bond se apaixona e quer pedir demissão do M16. Enfim, Bond nasceu torto, mas o cinema lhe deu sofisticação e um ar de galã. .

O filme Casino Royale, que estréia hoje em centenas de sala no Brasil inteiro, é uma adaptação da primeira aventura de 007. A expectativa é grande, pois marca a estréia do novo 007, o sexto em 43 anos de produção das aventuras do sofisticado agente secreto britãnico.

O novo 007 é Daniel Craig, ator inglês de renome e que fez até peças de Shakespeare, além de um papel marcante em Munique, de Steven Spielberg. Pois Craig recupera um pouco aquela imagem brutal e inteligente do Bond do romance de estréia. O filme dura duas horas e meia e consegue se alongar até no ponto forte da franquia 007: as seqüências de perseguição. E não há cenas calientes.

Não importa. Vale assistir a Casino Royale porque Daniel Craig não se parece com os atores que o antecederam, nem a atriz Eva Green, que faz uma adorável espiã dupla, lembra uma bond girl. Como diria Bond, violões e heróis trocam de papéis. Pipoca neles!




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