A poesia como uma forma de luta

Por volta de 1850, o número de jornais que circulam no Brasil aumenta intensamente. A produção de papel mais barato, feito de celulose, substituindo os dispendiosos linho ou algodão, permitiu que isso ocorresse. Mudanças sociais também estimulam a intensificação da produção jornalística. A partir da referida data – que encerra o tráfico de escravos africanos – a sociedade brasileira começa a discutir como e quando ocorreria o fim da escravidão. Tal debate aconteceu principalmente através da imprensa. Abolicionistas recorrem a várias formas de sensibilização da opinião pública. Poesias são sistematicamente utilizadas nesses embates; poetas profissionais e amadores mobilizam sentimentos de compaixão e revolta. Em 1884, o jornal “A Vela do Jangadeiro” publica os seguintes versos anônimos: “Tu – alma de lodo – feroz egoista/  Q´não conheces do tempo a evolução/ E, retrogadando es-escravagista,/ Verás o sol da redempção/ E teu nome escripto em negra lista/ No dia em que morrer a – escravidão”. Trata-se de um exemplo, entre milhares. Por isso mesmo é possível afirmar que a poesia foi uma arma na luta pela Abolição. Para saber mais, clique aqui




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