Alguém disse para não chutar barriga de grávidas…

Quem disse isso foi Antonil, ou Giovanni Andreoni, jesuíta italiano, nascido em 1649, mas que viveu a maior parte da vida na Bahia. Em 1711, Antonil publica o livro “Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas”. Nele há vários ensinamentos dirigidos aos senhores de escravos. O jesuíta procura conciliar escravidão e cristianismo e, de quebra, dá conselhos práticos aos proprietários. O livro revela muito do cotidiano das fazendas açucareiras coloniais. A condenação à violência mostra como devia ser o dia-a-dia dos moradores das senzalas: “Aos feitores de nenhuma maneira se deve consentir o dar coices, principalmente nas barrigas das mulheres que andam pejadas (ou seja, grávidas), nem dar com pau nos escravos, porque na cólera se não medem os golpes, e podem ferir mortalmente na cabeça a um escravo de muito préstimo, que vale muito dinheiro, e perdê-lo.” Leia mais.




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