Brincando de desenhar

por Dora Lorch

Quando falamos, quando escrevemos, quando brincamos deixamos transparecer um pouquinho de nós.

Por exemplo se peço para você falar sobre o panorama político do Brasil de hoje você pode colocar sua opinião ou simplesmente descrever o que está acontecendo. Se der sua opinião mais facilmente posso saber como você pensa, mas mesmo que não diga nada diretamente, estará dizendo algo nas entrelinhas. Posso achar que você não consegue se colocar, posso achar que está com medo que sua opinião pese contra, posso achar que sempre fica em cima do muro.

Isso mostra que de uma forma ou de outra nós sempre nos projetamos naquilo que fazemos.

Oras, se até em opinião política podemos saber como as pessoas reagem a certas situações, imagine quando se trata de brincar, onde nenhum parâmetro está sendo colocado! Imagine quando decidimos desenhar! O desenho por si só fala de nós.

Portanto cuidado; não critique os desenhos porque a criança espelha seus sentimentos nele, também não devemos desnudar o que vemos porque isso pode expor a criança, nem sempre ela esta preparada para isso. Se for muito gritante, chame-a de lado e converse a respeito. Se for algo muito íntimo, por exemplo, se for um pedido de socorro porque ela está sendo agredida ou abusada, fale em particular e peça ajuda aos órgãos responsáveis como Conselho Tutelar, Promotoria da Infância e Juventude, ou disque denúncia em São Paulo 181 – telefone da ONG São Paulo Contra Violência, ou no Brasil 100.




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