Agente literário: luxo ou necessidade?

Há sempre um momento, na carreira do escritor, em que ele se pergunta sobre a necessidade de recorrer aos serviços de um agente literário. As razões desse questionamento, as possíveis respostas e o amplo leque de serviços que uma agência literária oferece compõem as bases deste artigo.

Autores inéditos costumam procurar agentes literários movidos pela certeza de que esses profissionais conseguirão vender suas obras a grandes editoras ou, ao menos, para uma casa editorial que tenha seus títulos expostos em um grande número de livrarias.

Contudo, enquanto o autor alimenta tantas expectativas, o agente literário, agindo de maneira profissional, procura sanar suas próprias dúvidas, que se resumem, num primeiro momento, em saber em qual gênero o autor escreve e quais os assuntos de sua preferência, pois, apesar de existirem poucas agências no Brasil, cada agente – inclusive no exterior – se especializa em algumas áreas do conhecimento. Muitas vezes, portanto, após algum tempo de conversa, o agente percebe que aquele autor seria mais bem atendido por outro profissional.

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Só mais um fim por Liliane Prata

lovers

“Eu não conseguia ver que aquilo era amor delicado. E me parecia o tédio”, ela leu, e sentiu uma sucessão de pequenos despertares dentro de si. O livro era A Paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, e ela era apenas Luciana, Luciana lendo depois do almoço, os olhos já tristes e cansados caindo de sono. “Mas tudo isso era fino demais para a minha pata humana… Nossas mãos que são grossas e cheias de palavras”, continuou. E então fechou o livro sobre o colo e olhou as próprias mãos. Continuar lendo.

 

 




Como escolher a escola certa para os filhos?

Para a psicóloga Dora Lorch, a escola precisa ser sensível para ajudar o aluno a aprender e não desestimular a criança que tem mais dificuldade ou exigir demais dos bem dotados. Para a professora e coordenadora do curso de psicopedagogia da UNIFAI, Paula Amato Sanches, uma boa educação tanto dada pela família como dada pela escola é de suma importância para a vida adulta dessas crianças. Ela explica, ainda, que o desenvolvimento psicológico e social da criança é gradativo, passando por etapas ou fases, durante as quais são formados os valores, os conceitos e os hábitos.

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A revolução sexual como dever de casa

Chegará o dia em que nossos netos estudarão o século XX como um período já longínquo. Quando isso ocorrer, não será estranho que nos exercícios “para casa” constem perguntas a respeito da “revolução sexual”. É bom nos precavermos. Um primeiro passo é compreender a cronologia da mudança. A revolução sexual lutou contra uma sociedade em que várias instituições (família, igreja, escola etc) proibiam algo que parece óbvio hoje em dia: o direito em relação ao próprio corpo. A década de 1960 é considerada como marco nesta luta. Uma característica interessante desse período é que ele foi precedido por vinte anos nos quais o sexo deixou de ser associado à morte. Tal associação foi comum até os anos 1940, pois desde o século XVI a sífilis era considerada uma doença sexual incurável e mortal. A invenção e generalização da penicilina tornaram possível a cura deste mal. Os anos 60 também em muito antecederam ao surgimento de uma nova e devastadora doença sexualmente transmissível: a AIDS, identificada somente em 1980. Como se vê, nos últimos quinhentos anos, a década da revolução sexual foi uma época incomum.  Para saber mais, clique aqui

 




Do milk shake à maconha

O consumo de maconha teve origem na Índia, há milhares de anos. De lá se espalhou em direção a várias áreas européias e africanas. Nesse último continente, a planta chegou via o oceano Índico, atingindo Moçambique e de lá novamente se espalhando. Há registros do uso de maconha em Angola do século XVI. Nesse século, a cannabis sativa atravessou o oceano Atlântico, acompanhando a rota do tráfico de escravos. Ao longo desse processo, recebeu outros nomes: pango, diamba, riamba, fumo de Angola etc.

Há mais de trezentos consome-se maconha no Brasil, mas esse consumo geralmente era associado a grupos sociais marginais, primeiramente escravos e depois criminosos. Na década de 1950, o costume migra para a turma do milk shake, ou seja, rapazes e moças da classe média. Conhecer esta história é o primeiro passo para entender o problema. Para saber mais, ver




@ Jean Genet

por Mary Del Priore

Nas ruas das grandes cidades brasileiras já é possível ler em muitas camisetas “100% negro!”. Desde os anos 80, teve início um debate interno sobre a diversidade cultural e racial do brasileiro. A maior parte destes debates contaminou à consciência negra pela brecha da cultura popular. A música e as escolas de samba tiveram, nesse sentido, um importante papel mobilisador. A busca da “pureza africana” acompanhou-se também de uma crítica feroz ao sincretismo. Finalmente, a aprovação de cotas para os afro-brasileiros na universidade e no funcionalismo público acabou por negar a fábula do encontro harmonioso entre as três raças. Durante muitos anos, os negros aceitaram a ilusão de que a mestiçagem poderia ser a solução para a discriminação racial, diluindo a cor em casamentos mistos. Mas a questão da raça está também ligada à da posição social: quanto mais sobem na escala social, mais negros se tornam brancos. leia mais »




O movimento gay venceu o comunismo

Após a queda do muro de Berlim, em 1989, a própria concepção de política sofreu uma mudança radical. Desapareceu do horizonte a idéia da revolução comunista. A experiência do século XX revelou que a igualdade implantada à força resulta em mais desigualdade, quando não em governos tirânicos. Se a revolução comunista desapareceu do horizonte, o mesmo não se deve afirmar em relação à idéia de “revolução”. De certa maneira, ela migra para outros movimentos sociais. Não deixa de ser interessante observar que as Paradas Gays – ou Paradas do orgulho LGBT, para utilizarmos a expressão atual – se generalizam após o fim do comunismo, mas utilizam as mesmas técnicas de mobilização de massa desse último movimento. No Brasil, tais paradas certamente reúnem mais participantes do que as comemorações do 1 de maio – Dia do Trabalhador -, revelando que, na pós-modernidade, as políticas de identidade substituem as de classe social, assim como a revolução coletiva é substituída pela individual.  Para saber mais, clique aqui




Quando posar nua é melhor do que ser engenheira?

Em 2010, os recursos movimentados por nosso mercado publicitário – em todos níveis (TV, jornais, internet etc) –  foram da ordem de 36 bilhões de reais. É dinheiro prá caramba! Para se ter noção do significam esses valores, basta compará-los aos 22 bilhões investidos pelo MEC, no mesmo ano, em educação superior. As novas gerações já perceberam as prioridades dos investimentos brasileiros. Com certeza, para cada menina que planeja ser engenheira, há centenas que sonham ser modelo. Diante das opções de investimentos que fazemos, essa escolha não é tão absurda assim… Para saber mais, clique aqui




 

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