Você se sente pronto?

por Ana Lou para Página da Cultura

Na canção O que é? O que é? Gonzaguinha diz:

“Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser…

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte…”

Concordo com ele, somos nós que fazemos a vida, porém, na sociedade atual muitas vezes ficamos presos apenas ao sucesso. Esquecemos que ele deveria ser consequência de muito trabalho.

Quando digo trabalho não estou me referindo apenas ao remunerado, mas a toda construção que o envolve, por exemplo, antes de escrever esse post tive que ver alguns vídeos, ler alguns textos, ouvir a música citada acima para só depois conseguir pensar no que eu queria dizer.

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Ortiz, Literatura e Aventura

 

 

“The Voyage of the Pequod from the book Moby Dick”

por Página da Cultura

Airton Ortiz gosta de aventura tanto que já publicou treze livros que abordam o assunto. Essa paixão que já lhe rendeu diversos prêmios como o ARI de Jornalismo em 2007 também se estende para os livros preferidos do autor.

Um deles é o famoso romance norte-americano Moby Dick de Herman Melville que conta a história de um letrado marinheiro chamado Ismael que narra sua última viagem em um navio baleeiro. A história que é narrada de forma brilhante pelo autor explora gêneros literários diferentes como viagens, teatro, poesia, meditação e filosofia.

Fiquem agora com um trecho do programa Entrelinhas exibido em setembro de 2009 que conta como o autor espanhol Enrique Vila- Matas foi influenciado pela obra que deu origem ao seu livro Bartleby, o Escrivão: uma história de Wall Street.

Entrelinhas Enrique Vila- Matas

Caso não consiga visualizar o vídeo, por favor clique aqui




Problemas universais: a poesia

@Steven Seagal

Fazer poema é coisa de quem tem problema

por Edson Aran

•   Poesia é coisa de quem não sabe pontuar. Em vez de escrever algo que preste, o cara joga um monte de palavras ao léu. Tudo cheio de “oh, mar!”, “oh, lua!” e “oh, céu!”

•   Poesia não pode virar filme com o Steven Seagal. E isso é mau, mas nem é o pior. Poesia não dá minissérie. Poesia não dá seriado. Poesia não dá nem novelinha na Record.

•   O poeta é sempre um sujeito depressivo e torturado. Mas a culpa é dele mesmo, coitado. “Benhê, vamos convidar o João Cabral de Melo Neto pro nosso noivado?”  “Melhor não, amor, ele vai recitar aquelas coisas de viado…”

•    Sem se relacionar com seres humanos, o poeta é enganado e traído na sua vida vazia. Aí ele se tranca no quarto e escreve mais uma poesia.

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A criatura por @EdsonAran

por Edson Aran

Ou: “O Prometeu e Não Cumpriu” Moderno

O assistente corcunda, Marco Aurélio, foi o primeiro a avistar os camponeses carregando tochas no meio da floresta.
“Mestre… mestre… os aldeões estão chegando! Temos que salvar a criatura!”
“Meu querido Marco Aurélio, deixa comigo”, respondeu o mestre, dirigindo-se para a varanda do castelo.
Lá em baixo, os aldeões estavam inquietos.
“É ele! Vejam! O homem que criou a criatura abominável! É ele!”
“Meus queridos, qual é o pobrema de vocês?”, perguntou o homem na varanda.

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Il nano de Milano @EdsonAran

por Edson Aran

Grandes anões da humanidade: il nano de Milano
Da série: “Merdinhas que mudaram o Mundo”

O anão é um ser boêmio. Ele sempre sai à notinha para ficar alto no Baixo Gávea, na Baixada Santista ou na Cidade Baixa. Ali ele encontra outros amiguinhos anões e bebe até cair. Felizmente, o anão vive próximo ao chão e, quando cai, não se machuca.

A natureza boêmia do merdinha faz com que ele se aproxime de muitos intelectuais e artistas do Baixo Mundo. Quando não é pisoteado pela multidão, o amestrador-de-pulgas consegue influenciar a cultura ocidental em suas bases (que é até onde ele alcança).

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A ditadura arreganhagada @EdsonAran

por Edson Aran

Da série: “Nunca antes na história desse país”

Alguns chamam o período de a Grande Depressão. Outros de o Grande Incêndio de Londres. E há até quem se refira a ele como o Grande Terremoto de São Francisco. Mas para os homens e mulheres que viveram e morreram naquele momento histórico, ele será para sempre lembrado como a Ditadura Militar Brasileira.

Tudo começou em março de 1964 quando militares e políticos de direita se aliaram a dois ou três orangotangos e depuseram o presidente Django Goulart (1917-1865). Django partiu para o exílio jurando vingança, mas desistiu quando ganhou o papel principal num western spaghetti de Sergio Scorbutto, “Django, l’Uomo della pistola picolina”.

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Macumba e a arte de manutenção de motocicletas

por Edson Aran

A editora Zora & Yonara lança este mês “Macumba e a arte de manutenção de motocicletas”, livro lendário de Pai Harley-Davidson de Obuzanfã. Apesar de falar de motos, o autor observa que, a obra, na verdade, é sobre a “comunhão dos berimbós com os tucunarés nos trabalhos de chave de roda.” O livro virou cult e, desde seu lançamento, é usado para ebós em funilarias e oficinas autorizadas. O Site do Aran vai mostrar pra ossuncê uns trechos do livro. Saravá.




Evangelho de Maria Madalena

por Edson Aran

Primeiro foi Judas. Agora Madá também conta seus segredos

Depois da descoberta do “Evangelho de Judas” e do “Livro de receitas de Jesus Cristo”, um novo achado abala o mundo da arqueologia religiosa. Dentro de uma caverna próxima ao Mar Morto, o pastor de cabras Ali Sifudeu, o egípcio, encontrou vários jarros de terracota onde se alojavam estranhos pergaminhos. Depois de se aliviar das impurezas do seu corpo, sempre de costas para Meca, como Alá ensinou a Maomé, ele resolveu se limpar com um pedaço do papiro milenar e descobriu, incrédulo, que se tratava de um evangelho escrito por Maria Madalena.

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Vida e obra de Pitoresco da Mata por @EdsonAran

por Edson Aran

O regionalista que o Brasil esqueceu

O movimento regionalista brasileiro começou em 1946 quando Ariano Suassuna se pôs a dançar rebolation numa praça de Recife, para total desespero de Graciliano Ramos. Depois disso, a literatura brasileira jamais seria a mesma. No país inteiro, escritores se enfiaram em suas tocas para criar uma ficção nacionalista que valorizasse os aspectos mais regionais de cada região.

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História do Mário @EdsonAran

por Edson Aran

A saga do trocadilho imortal

1958: Numa festa cheia de mangüaça com Grapette, os poetas concretos Décio Pignatari, Oraldo Grunhevaldo e aqueles outros dois têm uma idéia genial: criar o trocadilho perfeito. Oraldo Grunhevaldo toma para si a tarefa hercúlea e diz: “Hei de fazer o melhor trocadilho!” No que Décio Pignatari responde: “Hei de, a pequena garota da montanha!”. Oraldo Grunhevaldo enfia a mão na cara dele.

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Saramago chega ao céu

por Edson Aran

O grande escritor nas quintas do Paraíso

Era o cair da tarde, na hora em que a suavidade do céu infunde nas almas um doce pungimento. Havia muita gente na íngreme escadaria que levava às quintas do Paraíso. Dos dois lados, encontravam-se bufarinheiros, estorninhos e amenjoeiros. No alto da escadaria, envolvo em névoa diáfana, estava Deus, que, ao avistar o escriba José Saramago, disse Que diabos faz este comunista a subir minha escada, ora pois?!

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