Ortiz em Nova York, terminando de escrever

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“Nova York”, seu novo livro, uma coletânea de crônicas sobre sua interatividade com a cidade.




Bons e maus momentos por Liliane Prata

Pessoas traumatizadas vira e mexe são revisitadas por um passado que ainda dói. Nem precisa ter sido exatamente um trauma – pode ser nosso sofrimento com o fim de uma relação, a doença de alguém querido que já passou, uma briga que já acabou. Fechamos os olhos e aquilo ainda machuca. Há uma espécie de consenso respeitoso em relação às antigas dores da história de cada um: achamos natural que a dor que se foi ainda seja.

Se é assim, por que fechamos os olhos e não nos sentimos bem ao lembrar dos momentos bons?




Aniversário de ninguém por Liliane Prata

Ela é uma professora muito jovem. Concursada, há menos de dois anos dá aula em uma escola municipal que fica no alto de uma favela da zona sul de São Paulo. Fomos apresentadas em um jantar, no fim do ano passado, e ela começou a me contar alguns casos desoladores do seu cotidiano em sala de aula. Fiquei interessada, apesar de o assunto não ser exatamente novo para mim: meus pais, hoje aposentados, foram professores de escola pública a vida toda, em Minas. Novidade, ali, era apenas ver que, depois de tantos anos, os casos desoladores da escola pública continuavam os mesmos. Seus anos letivos parecem seguir um calendário velho, repetido, que qualquer um, aliás, pode acompanhar pelo noticiário. (leia mais)




Você se sente pronto?

por Ana Lou para Página da Cultura

Na canção O que é? O que é? Gonzaguinha diz:

“Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser…

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte…”

Concordo com ele, somos nós que fazemos a vida, porém, na sociedade atual muitas vezes ficamos presos apenas ao sucesso. Esquecemos que ele deveria ser consequência de muito trabalho.

Quando digo trabalho não estou me referindo apenas ao remunerado, mas a toda construção que o envolve, por exemplo, antes de escrever esse post tive que ver alguns vídeos, ler alguns textos, ouvir a música citada acima para só depois conseguir pensar no que eu queria dizer.

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Ortiz, Literatura e Aventura

 

 

“The Voyage of the Pequod from the book Moby Dick”

por Página da Cultura

Airton Ortiz gosta de aventura tanto que já publicou treze livros que abordam o assunto. Essa paixão que já lhe rendeu diversos prêmios como o ARI de Jornalismo em 2007 também se estende para os livros preferidos do autor.

Um deles é o famoso romance norte-americano Moby Dick de Herman Melville que conta a história de um letrado marinheiro chamado Ismael que narra sua última viagem em um navio baleeiro. A história que é narrada de forma brilhante pelo autor explora gêneros literários diferentes como viagens, teatro, poesia, meditação e filosofia.

Fiquem agora com um trecho do programa Entrelinhas exibido em setembro de 2009 que conta como o autor espanhol Enrique Vila- Matas foi influenciado pela obra que deu origem ao seu livro Bartleby, o Escrivão: uma história de Wall Street.

Entrelinhas Enrique Vila- Matas

Caso não consiga visualizar o vídeo, por favor clique aqui




Problemas universais: a poesia

@Steven Seagal

Fazer poema é coisa de quem tem problema

por Edson Aran

•   Poesia é coisa de quem não sabe pontuar. Em vez de escrever algo que preste, o cara joga um monte de palavras ao léu. Tudo cheio de “oh, mar!”, “oh, lua!” e “oh, céu!”

•   Poesia não pode virar filme com o Steven Seagal. E isso é mau, mas nem é o pior. Poesia não dá minissérie. Poesia não dá seriado. Poesia não dá nem novelinha na Record.

•   O poeta é sempre um sujeito depressivo e torturado. Mas a culpa é dele mesmo, coitado. “Benhê, vamos convidar o João Cabral de Melo Neto pro nosso noivado?”  “Melhor não, amor, ele vai recitar aquelas coisas de viado…”

•    Sem se relacionar com seres humanos, o poeta é enganado e traído na sua vida vazia. Aí ele se tranca no quarto e escreve mais uma poesia.

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A criatura por @EdsonAran

por Edson Aran

Ou: “O Prometeu e Não Cumpriu” Moderno

O assistente corcunda, Marco Aurélio, foi o primeiro a avistar os camponeses carregando tochas no meio da floresta.
“Mestre… mestre… os aldeões estão chegando! Temos que salvar a criatura!”
“Meu querido Marco Aurélio, deixa comigo”, respondeu o mestre, dirigindo-se para a varanda do castelo.
Lá em baixo, os aldeões estavam inquietos.
“É ele! Vejam! O homem que criou a criatura abominável! É ele!”
“Meus queridos, qual é o pobrema de vocês?”, perguntou o homem na varanda.

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Il nano de Milano @EdsonAran

por Edson Aran

Grandes anões da humanidade: il nano de Milano
Da série: “Merdinhas que mudaram o Mundo”

O anão é um ser boêmio. Ele sempre sai à notinha para ficar alto no Baixo Gávea, na Baixada Santista ou na Cidade Baixa. Ali ele encontra outros amiguinhos anões e bebe até cair. Felizmente, o anão vive próximo ao chão e, quando cai, não se machuca.

A natureza boêmia do merdinha faz com que ele se aproxime de muitos intelectuais e artistas do Baixo Mundo. Quando não é pisoteado pela multidão, o amestrador-de-pulgas consegue influenciar a cultura ocidental em suas bases (que é até onde ele alcança).

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A ditadura arreganhagada @EdsonAran

por Edson Aran

Da série: “Nunca antes na história desse país”

Alguns chamam o período de a Grande Depressão. Outros de o Grande Incêndio de Londres. E há até quem se refira a ele como o Grande Terremoto de São Francisco. Mas para os homens e mulheres que viveram e morreram naquele momento histórico, ele será para sempre lembrado como a Ditadura Militar Brasileira.

Tudo começou em março de 1964 quando militares e políticos de direita se aliaram a dois ou três orangotangos e depuseram o presidente Django Goulart (1917-1865). Django partiu para o exílio jurando vingança, mas desistiu quando ganhou o papel principal num western spaghetti de Sergio Scorbutto, “Django, l’Uomo della pistola picolina”.

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