A importância do exemplo

por Ana Lou para Página da Cultura

Não adianta, exemplo é tudo! Você pode até dizer para o seu filho que a leitura liberta, mas se ele perceber que você é apenas mais um escravo da televisão e inimigo número um dos livros tenha plena certeza que a sua fala não irá adiantar muito!

Para psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch “ Crianças e jovens veem tudo! E aprendem mais com os exemplos do que com os discursos que ouvem dos pais. Assim, as ações e comentários que você tem estão sendo absorvidos cotidianamente pelo seu filho. leia mais »




Cidadão Kane contra Frankenstein

A obra-prima esquecida da Sétima Arte

por EdsonAran

Muitos clássicos do cinema foram injustamente esquecidos pela crítica mau caráter e cafajeste. Entre eles, obras inolvidáveis como “O Filho do Crepúsculo dos Deuses (“Sunset Boulevard: The Sunrise”, 1952) e “A Volta da Janela In discreta” (“Another Rear Window”, 1955).
Mas a ausência mais sentida é “Cidadão Kane Contra Frankenstein” (“Citizen Kane Meets Frankenstein”, 1943), a obra-prima desconhecida de Ornamental Welles, o irmão invejoso de Orson Welles.

Ornamental ganhou os direitos autorais de “Cidadão Kane” numa  partida de strip poker em Las Vegas. Como ele já havia conseguido os direitos de “Frankenstein” num torneio de cuspe a distância, Ornamental Welles estava livre para produzir sua obra prima: “Cidadão Kane Contra Frankenstein”!
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Sobre contos e outras histórias!

por Ana Lou para Página da Cultura

Para o escritor e nosso colaborador David Oscar Vaz: “Escrever contos, por mais que haja elaboração prévia e alguma convicção, é sempre um tatear a surpresa. Só posso dizer, para encerrar, que gosto de escrever contos, de escrever miúdo o mistério do dia. Quem me dera fazer mais miúdo como só que escreve rara poesia!”

Por isso, decidimos que ao invés de falarmos sobre o seu segundo livro de contos “A Urna” cujo lançamento ocorreu no ano 2000 pela Ateliê Editorial depois do autor ganhar o prêmio da APCA como Autor Revelação de 1997 como mencionamos neste post aqui, iremos compartilhar com vocês o primeiro parágrafo do conto que dá título ao livro. Afinal, todo bom conto tem um excelente começo, não é mesmo? Boa Leitura!

A Urna

Uma relíquia de família, a estória de um negro e de um homem poderoso, um afável negociante, uma velha forca. Apontamentos lançados no diário no início do caminho da volta não traduzem o efeito que esses dias fizeram de mim. Há duas semanas eu tinha apenas vinte e dois anos e nada no mundo podia ocupar meu espírito, a não ser o modelo do casaco para o sarau de Dona Augusta Camargo, ou a exata cor dos olhos de suas filhas. leia mais »




A importância do convívio!

por Ana Lou para Página da Cultura

Não há dúvida que todos os pais querem ter com os filhos uma relação de amizade e amor mútuo. Porém, deveríamos entender que “famílias felizes” não o são por acaso. Geralmente, quase todos os membros dela possuem consciência que felicidade dá trabalho, isto é precisamos dispor de tempo para construirmos essas relações positivas!

Para Dora Lorch, psicóloga, escritora e nossa colaboradora “Convivência é fundamental na formação das crianças e jovens, especialmente se ela vier recheada de carinho atenção e conversas.

Crianças e jovens precisam de aconchego para aprender normas. Essas regras podem vir junto com as histórias de vida dos pais e avós, com experiências boas e más pelas quais eles  passaram. Regras demandam supervisão dos adultos e compreensão e diálogo sobre as dificuldades de cumpri-las, o que só é possível  quando pais e filhos convivem e conversam”

E para que seu filho se sinta motivado a cumprir as regras é fundamental que você avalie como anda o vínculo entre vocês. Para Dora Lorch, por exemplo: “… quanto mais forte o vínculo, mais o filho vai querer agradar os pais, e mais os pais saberão, reconhecer as conquistas do filho. leia mais »




Bem vindo à era digital

Você está pronto para a revolução?

por Edson Aran

Há mais celulares no mundo do que ornitorrincos. No último ano, mais de um milhão de pessoas trocou o papel higiênico por algum tipo de tablet. 90% das pessoas que estão na Internet neste momento estão vendo pornografia. Desse total, 15% estão vendo vídeos que envolvem anões e ornitorrincos.

Em 2014, a única forma de sexo entre a espécie humana será a masturbação na frente de uma webcam. No Nordeste, o número de crianças chamadas Orkútios já supera o de Raimundos. Até 2012 haverá mais redes sociais no mundo do que pessoas para participar delas. Até 2014 haverá uma rede social apenas para ornitorrincos. E outra só para anões.

Em seis meses, todo mundo terá um blog – os analfabetos terão Instagram. Há mais computadores no mundo do que tatu-bolas. Toda a obra de William Shakespeare cabe num único pen drive, mas não há um único pen drive na obra de William Shakespeare. A Wikipedia pesa 350 quilos a menos do que a Enciclopédia Britânica. Até o ano 2015, mais de um trilhão de sms serão enviados com a mensagem “pq vc naum mi ligow?” Até o fim deste milênio, o mundo tal qual o conhecemos será completamente diferente.

O Farmville é o maior latifúndio improdutivo do mundo. O MST só não o invadiu ainda porque a banda larga é uma merda no assentamento. Rafinha Bastos tem mais seguidores no Twitter do que Jesus Cristo tinha quando pregava na Galiléia. O Google Maps mostra muito mais países do que os que existem no mundo real. Há mais dowloads de conteúdo na Internet do que dowloads de entidades em terreiros de macumba do mundo inteiro.

No Norte do país, o número de crianças chamadas Email já supera o de Sarneys. Há mais pessoas assistindo ao YouTube do que a Mostra do Novo Cinema da Mongólia. A Wikipedia é mais acurada do que a Enciclopédia Britânica segundo um verbete da própria Wikipedia. No futuro, todo mundo terá um passado de pelo menos 15 minutos. Os número de e-books vendidos na Amazon já supera o número de marsupiais existentes na ilha de Tonga.

Um dia, os macacos dominarão os humanos. Há quem acredite que isso já aconteceu.

Edson Aran (@EdsonAran) é escritor, jornalista, cartunista e desde 2006 é diretor da redação da Playboy. Publicou Na Kombi, Antologia, Barba Negra, Leya Cult, 2010;Delacroix escapa das chamas, Record, 2009; O Imbecilismo – e outros textos de humor, Geração Editorial, 2005; Blônicas, Antologia, Jaboticaba, 2005; Conspirações – Tudo o que não querem que você saiba, Geração Editorial, 2003; Quânticus – O Destruidor de Mundos, Opera Gráfica, 2002, A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos, Nova Alexandria, 2001; Aqui Jaz – O livro dos Epitáfios(com Castelo), Ática, 1996.




Saramago chega ao céu

O grande escritor nas quintas do Paraíso

por Edson Aran

Era o cair da tarde, na hora em que a suavidade do céu infunde nas almas um doce pungimento. Havia muita gente na íngreme escadaria que levava às quintas do Paraíso. Dos dois lados, encontravam-se bufarinheiros, estorninhos e amenjoeiros. No alto da escadaria, envolvo em névoa diáfana, estava Deus, que, ao avistar o escriba José Saramago, disse Que diabos faz este comunista a subir minha escada, ora pois?!

Saramago levou as mãos à cintura, ergueu a queixadeira e respondeu Ora, cavacos! Não vi placa alguma na cumeeira a proibir a entrada de materialistas ateus, ó pá. Vou entrar de qualquer maneira!

Como quer que seja, Deus emputeceu-se dentro de suas vestes divinas e sua voz trovejou na direção do gajo, Escuta aqui, ô seu funiculeiro, eu sou Deus Todo-Poderoso, Criador dos Céus e das Terras, Alfa e Ômega, e se digo que aqui tu não entras, tu não entras nem por um agigantado caralhal! leia mais »




A Fortuna

por Ana Lou para Página da Cultura

Regina trabalha em uma floricultura e é sem sombras de dúvidas uma garota muito honesta. Com apenas dezessete anos ela possui mais consciência que “um monte” de adultos juntos.

Quando paro para pensar em sua situação, fico pensando como eu agiria, afinal não são todos os dias que encontramos um pacote de dinheiro por acaso.

Ainda mais quando desabafamos com dois grandes amigos (no caso dela me refiro a Zé Santos e Ademir) que são tão desafortunados quanto nós e muitas vezes por falta de recursos deixam de conquistar e construir muitas coisas.

Contudo, me admira que em um mundo como nosso ainda haja hosnestidade, integridade e pessoas que entendem perfeitamente o sentido da palavra amizade!

Você não está acreditando? Então, não deixe de ler ao livro “Oh, coração!” de Roberto Jenkis de Lemos. Um livro que reúne aventura,  conflito e alegria. Boa Leitura!




Conjuntura Econômica

por Renato Venâncio

A Fundação Getúlio Vargas disponibilizou on line a coleção da revista Conjuntura Econômica.

Desde a década de 1940, esta revista esquadrinha os mais variados aspectos da vida econômica brasileira. Quem quiser, por exemplo, conhecer o poder de compra dos salários durante o último meio século, com certeza terá de recorrer a esta publicação. Ela também se preocupou – bem antes da consolidação da “Economia da Cultura” como área de conhecimento científico – em divulgar pesquisas a respeito do impacto econômico das práticas culturais. Na década de 1950, para citar apenas um exemplo, são feitas 39 referências a respeito do “cinema” em textos publicados pelo referido periódico. O volume de janeiro de 1951 assinala que, apesar da Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil, a população do Rio de Janeiro gastou mais em ingressos em salas de cinemas do que em jogos no Maracanã. Eis, portanto, uma importante fonte para se conhecer a história econômica do cinema no Brasil.




Vamos à luta?

por Ana Lou para Página da Cultura

Em minhas constantes buscas, pesquisas e navegações pela internet me deparei com um programa chamado “Todo Mundo” apresentado pela atriz Maria Flor para o canal Multishow.

Neste programa Maria Flor conversa com diversos brasileiros que vivem em Londres e em meio a esse bate papo os indaga sobre o que os levou a cidade, o que aprenderam ou aprendem todos os  dias e se pensam em retornar ao Brasil.

Porém, de todas as conversas travadas por ela a que mais me chamou atenção foi com um amigo da atriz que vivia em um circuito completamente limitado em São Paulo (do Jardins a Higienópolis). Andava somente com um motorista particular  e  observava que as roupas jogadas no chão do quarto em um dia, apareciam limpas e passadas em cima da sua cama no dia seguinte. Porém, através desta observação ele chega à conclusão que a sua vida até ali foi feita por outras pessoas e não por si  mesmo e mediante a isso decide construir a sua vida com o seu próprio esforço em Londres.

Já Nicolau, personagem principal  de Henrique Schneider, em “O grito dos mudos”,  ficaria surpreso ao ouvir essa história. Afinal, toda a sua vida, inclusive o seu trabalho como lavador de pratos em um restaurante,  sempre foi construída com suas próprias mãos. leia mais »




O combinado não sai caro!

por Ana Lou para Página da Cultura

Conversar e estabelecer acordos com o seu filho pode ser uma boa maneira de evitar conflitos e ao mesmo tempo ensinar a ele que todas as nossas escolhas, sejam elas boas ou más, possuem consequências.

Para psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch “Um bom jeito de evitar complicação é combinar antes. Isso vale para os adultos, para as crianças e para os adolescentes.

Combine com seu filho: se você não faltar na escola, se fizer todas as lições, pode sair no final de semana.Não vale dizer que ele só sairá se tirar notas altas, porque isso é algo que ele não consegue controlar. E se, por acaso, a nota for o combinado a questão: vale colar do amigo?”

É importante também qu você cobre o combinado para que seu filho , segundo Dora para que ele “Não cresça achando que as regras e as leis não precisam ser obedecidas, e você pode evitar o problema que esse tipo de mentalidade pode criar”. Para saber mais, clique aqui.




O Bloqueio

Escritor é um bicho muito besta

por Edson Aran

Escritores não são pessoas normais feito eu e você. Escritores têm “bloqueio” – um jeito pretensioso de dizer que eles não têm porra nenhuma na cabeça. Você não vê carteiros parados no meio da rua, a mão cheia de envelopes, falando sozinhos: “Não adianta! Por mais que eu entregue cartas, eu jamais farei uma obra-prima! Ou cirurgiões: “Não adianta! Implantar esta ponte de safena não fará de mim um novo James Joyce!” leia mais »




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