Rodar a baiana pode até ser chique

por Claudia Matarazzo

Há um momento em que algo incomoda tanto, mas tanto, que, de repente, sem pensar nas conseqüências, a vontade é de botar a boca no mundo e armar o maior barraco.

Há momentos em que este tipo de atitude é perfeitamente aceitável no que se refere ao comportamento. Principalmente quando quem errou primeiro, quem foi mal educado e deselegante foi a outra parte.

Não se trata de pagar na mesma moeda mas, quando os outros ultrapassam seus limites, invadem nosso território ou simplesmente abusam da nossa paciência, é o caso de mostrar, sim, de maneira mais radical, o quanto isto é inaceitável.

· Você está com seu namorado(a) ou marido e outra pessoa dá em cima de seu amor descarada e ostensivamente. Na primeira vez você finge que não ouviu. Na segunda, olha muito feio. Mas, na terceira…

· Você espera há meia hora no bar do restaurante, tentando driblar a fome com amendoins japoneses, quando vê o maitre saudar efusivamente um casal que acabou de entrar e encaminhá-los sem titubear para uma mesa recém desocupada. Dá pra ficar calminho!?

· Bêbados. Ocasionais ou não, exigem sempre medidas drásticas.

· Prepotência – não há nada pior: aquelas pessoas que acham que podem tudo e fazem a linha ” Você sabe com quem está falando?”

E, como não tem uma boa compreensão das relações humanas, normalmente, acabam atendendo apenas no grito – fazer o que?

· Você esperou mais de quinze minutos por aquela vaga no estacionamento e, quando vai dar ré, chega um apressadinho “ishpérto” por trás e embica antes de você… Dá pra deixar barato?

· O namoro está ótimo: vocês se dão lindamente, a paixão flui legal, os dois são super companheiros etc. Aí, um dia, sem mais nem menos, seu amor pede “um tempo para pensar”. Pode ser pior?

Nestes e, em tantos outros momentos, é impossível manter a calma.

Na verdade, reações assim só se justificam como uma resposta a algum abuso. O fato de fazer valer nossos direitos, colocar claramente o que pensamos, mostrarmos emfim, que não temos sangue de barata. Ao contrário: se conseguirmos, além de expressar nossa indignação faze-lo com uma certa classe, sem perder a compostura, conquistaremos o respeito de quem provocou as crise e, certamente, a simpatia dos demais presentes.




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