Guerra do Vietnã ou Guerra Americana?

Palestra de Airton Ortiz sobre seu livro Vietnã pós-guerra
25ª Feira do Livro de Cachoeira do Sul, RS
Dia 3 de outubro, sábado, às 10h00

vietnã pós-guerra_14X20cm

Maior evento cultural de Cachoeira do Sul, a Feira do Livro, em sua 25a edição, inícia dia 2 de outubro e espera receber milhares de visitantes até o dia 11. A Feira Livre Municipal, onde acontecerá o evento, foi preparada para receber atividades artísticas, ciclo de palestras e exposição de livros.
O escritor gaúcho Airton Ortiz estará presente dia 3, sábado, às 10 horas, quando fará uma palestra sobre seu livro Vietnã pós-guerra no Auditório da Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha. Haverá duas sessões de autógrafos: no dia 3, às 15h30 e no dia 4, às 10h00.
Ortiz relata neste livro a expedição que realizou pelo Sudeste Asiático, para recontar a história do ponto de vista dos vietnamitas, pois tudo o que sabemos sobre o conflito nos chegou pela imprensa norte-americana.

Guerra do Vietnã ou Guerra Americana?

Em seu novo livro, Vietnã pós-guerra, Ortiz relata a expedição que realizou pelo sudeste asiático, onde visitou a Tailândia, o Laos, o Vietnã e o Camboja. O texto está centrado no Vietnã, onde passou a maior parte do tempo, viajando de Hanói, no norte, a Saigon, no sul, passando pela baía Ha Long e pela Zona Desmilitarizada, antiga fronteira entre o Vietnã do Norte e Vietnã do Sul.
Visitou os locais onde se deram as maiores batalhas durante a Guerra do Vietnã. “Meu objetivo nesta viagem”, explica Airton 0rtiz, “é recontar a história da guerra a partir do ponto de vista dos vietnamitas, pois tudo o que sabemos sobre esse conflito nos chegou pela visão da imprensa norte-americana”.
Ao chegar em Hanói, o repórter descobriu que até o nome da guerra é diferente dependendo de quem a conta. Para os Estados Unidos e para o resto do mundo, tratou-se da Guerra do Vietnã. Mas, entre os vietnamitas, é conhecida como Guerra Americana.
Outro fato que surpreendeu Airton Ortiz é que, enquanto a imprensa ocidental informava que o motivo da guerra era impedir o avanço do comunismo no mundo, isso em plena Guerra Fria, para o povo do Vietnã o conflito aconteceu para defender o país da invasão de uma potência estrangeira.
Atualmente, segundo o autor, o Vietnã é um país com um sistema político ditatorial, onde a burocracia ligada ao Partido Comunista — que de comunista não tem mais nada — governa com mão de ferro. Não há liberdade de imprensa nem partidos de oposição. Mas o sistema econômico é capitalista, baseado na economia de livre mercado.
“Seguindo o padrão da China”, explica Ortiz, “essa dualidade excludente deverá levar o Vietnã, e mais tarde a China, a conflitos internos. À medida que a classe média enriquece com o capitalismo, também rejeita a ditadura política”. Dentre os 85 milhões de habitantes, o Partido Comunista do Vietnã conta com apenas 2 milhões de filiados.
Segundo Airton 0rtiz, a viagem foi uma grande aventura. Ele percorreu também o delta do rio Mekong, uma região selvagem, onde teve de comer carne de cobra, único alimento disponível. “Navegar pelo rio Mekong”, explica, “foi uma das maiores aventuras que já enfrentei”.




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