Il nano de Milano @EdsonAran

por Edson Aran

Grandes anões da humanidade: il nano de Milano
Da série: “Merdinhas que mudaram o Mundo”

O anão é um ser boêmio. Ele sempre sai à notinha para ficar alto no Baixo Gávea, na Baixada Santista ou na Cidade Baixa. Ali ele encontra outros amiguinhos anões e bebe até cair. Felizmente, o anão vive próximo ao chão e, quando cai, não se machuca.

A natureza boêmia do merdinha faz com que ele se aproxime de muitos intelectuais e artistas do Baixo Mundo. Quando não é pisoteado pela multidão, o amestrador-de-pulgas consegue influenciar a cultura ocidental em suas bases (que é até onde ele alcança).

A Renascença, por exemplo, foi profundamente afetada pelos jardineiros-de-bonsai. Poucos historiadores comentam essa baixaria, mas o fato é que a pintura da Capela Cistina deve muito ao anão milanês Nelson Nédici, Il Nano di Milano.

Temente a Deus, Nelson Nédici sempre evitou a ira de Criador que, segundo sua crença peculiar, poderia assumir várias formas: uma sapatada na cara ou um pisão no cabeção. Sempre que ia à missa, Nédici ficava o tempo todo olhando para cima. Daí surgiu a idéia. Numa noite, o anão abordou Michelangelo Buonarroti na sauna gay IL Pederasta Renascentista e disse:

“Mio caríssimo Michelangelo, por qui il signore não pinta il cazzo do teto de la Capela Cistina?!”

Michelangelo apreciava muito o anão milanês, que era dono de uma vompla incrível, e acatou a sugestão com grande entusiasmo. Nelson Nédici ainda contribuiria de maneira mais significativa, pintando todo o rodapé da Cistina. Infelizmente, ele nunca chegou a ver a obra finalizada. Um dia antes da inauguração, Michelangelo tropeçou no bostinha e acabou manchando um anjo de vermelho. A bicha ficou puta e meteu o pé na bunda do anão, que aterrisou de cabeça numa poça d’água e morreu afogado.




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