David Oscar Vaz

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Nasci no bairro de Santana em São Paulo e isso me marcou para sempre. Meu pai tinha lá um boteco, e eu ficava com ele até fechar. Então as minhas lembranças estão plenas de devotas, bêbados e paixões etílicas. Depois eu cresci e descobri as histórias dos livros. Nas minhas perplexidades, que são meus escritos, ressoam sempre as coisas daquele tempo. Fui fazer Química, e desisti. Casei. Fiz letras na USP, e depois pós-graduação em Teoria Literária. Tive um filho. Sou professor universitário, e para bem dos pecados, escrevo.

Perfil

O personagem que eu não esqueci literatura: Ismael o narrador-personagem de Moby Dick; cinema: Carlitos; teatro: Hamlet e Édipo; HQ: Homem Aranha e programa de televisão: Chaves.
O livro que ainda não li: são muitos – um deles: A tentação de Santo Antonio, de Flaubert.
O livro que sempre releio:
algum de Machado de Assis e alguns contos de Borges.
O autor que eu queria ser:
eu mesmo, já que não consigo decidir entre tantos.
Leio poesia para
mim, para os meus alunos e para as pessoas que amo.
Leio prosa para
mim, para os meus alunos e para as pessoas que amo.
Leio biografia para
mim, quando leio.
Leio ensaio para
mim.
O começo de livro que mais gosto é…
todas as famílias felizes se parecem entre si, as infelizes são infelizes cada qual à sua maneira, do livro Ana Karênina, de Leon Tolstoi.
O final de livro que mais gosto é…
os finais de muitos contos de Borges, exemplo, este: Com alívio, com humilhação, com terror, compreendeu que ele também era uma aparência, que outro o estava sonhando, do conto, As ruínas circulares.
O filme que não esqueci:
Rocco e seus irmãos, de Lucchino Visconti.
Faço sempre e com prazer:
converso com os amigos.
Gosto de ouvir…
Paulinho da Viola, algumas cantoras da nova geração da MPB e sempre alguns compositores clássicos.
A minha epígrafe de hoje:
“Podemos nos conformar com o mal que os homens fazem em nome do mal, mas que os céus nos protejam com o mal que fazem em nome do bem”. Acho que é de Ésquilo, e cabe bem como referência a Bush.
Meu hobby é:
não tenho, não considero o que me dá prazer uma forma de matar o tempo, mas uma forma de matar a morte.
Um nome que mudou a história:
Jesus Cristo, ou vontade de acreditar nele; talvez Marx por isso também ainda mude a história.
Se eu pudesse adotar um país…
Passárgada, e estaria bem acompanhado.
Que pena que eu não escrevi isto:
“Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada, à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”, de Fernando Pessoa.
Se eu fosse um bicho eu seria:
um homem.
Três coisas que não posso viver sem:
amor, amizade e inventar pequenos mundos.
Três coisas que odeio:
água que cai no meu pé, chato que não sai do pé e fila.
O que ficou da minha infância?
um punhado de imagens e alguns rostos e a sensação de que alguma coisa importante está perdida para sempre.
O futuro ainda quer de mim:
o futuro não quer nada de mim, mas eu continuo lhe dando esperanças.
Quando falam de mim dizem…
ele é um sujeito muito bonzinho, quando não me conhecem bem; ele é legal, mas um pouco triste, quando me conhecem melhor.
Qual pecado gosto de cometer?
todos que me agradem, é claro, especialmente os que se fazem em companhia.
Não posso dormir sem
pensar nas coisas do dia.
Não escrevo sobre
o fútil que só quer agradar.
Só escrevo se
o assunto me comove.
Me dá prazer comer…
imagino que se trate de comida, e quanto a isso, tenho gosto muito variado: massa, carne, peixe e, particularmente, frutas.
Me dá prazer beber
cerveja ou vinho, um destilado às vezes também vai muito bem.
Não desisto de
ter esperança de um dia aprender a tocar um instrumento.
Com o tempo aprendi que
o tempo também tem seus caprichos, como as pessoas.

Cursos & Palestras

  • Contos
  • Literatura brasileira
  • Literatura Portuguesa
  • Machado de Assis

Prêmios e exposições

  • 1997 – APCA – Categoria de escritor revelação.

Obras

O Livro vermelho dos vampiros. Devir Livraria, 2009
Travessias singulares. Casarão do Verbo, 2008
Contos de agora. Livro Falante, 2007
Ficções urbanas (antologia). Editora SESC e Lazuli, 2003
A urna. Ateliê Editorial, 2000
Resíduos. Ateliê Editorial, 1997