Nasci em Porto Alegre, no extinto Hospital São Manuel (avenida Independência, centro da capital gaúcha). Tem um estacionamento lá, pertinho da Igreja da Conceição. Meus pais vinham de Caxias do Sul e estudavam em Porto Alegre. Aos 3 meses, a família voltou comigo a Caxias do Sul, de avião!
Estudei em grupo escolar (Presidente Vargas), fiz ginásio e colegial numa escola estadual (Colégio Estadual Cristóvão de Mendoza). Cursei Comunicação e Jornalismo na PUC-RS. Mudei-me para São Paulo em em 1982, para fazer Mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Acabei ficando, trabalhando, trabalhando… fiz duas vezes o curso, mas não defendi tese, com pavor de Semiótica. Aí fiz Mestrado em Musicologia pela ECA-USP; e me doutorei em Artes Cênicas pela ECA-USP, trabalhando com o que eu gostava: crítica e história cultural.
Vida profissional: Trabalhei como crítico da revista Somtrês a partir de 1983, sob as ordens de Mauricio Kubrusly. Colaborei em coleções de música clássica da Abril Cultural; fui até crítico da revista IstoÉ (1984-1985). Então fui para a Folha de S. Paulo: redator e editor assistente do Folhetim e da Ilustrada (1985-1986). Passei para sub-editor da revista Veja (1986). Em seguidinha, virei editor-assistente e repórter do Caderno 2 de O Estado de São Paulo (1986-1989). Voltei como repórter da Ilustrada da Folha de S. Paulo (1989-1995). Fui editor-assistente e repórter especial do Caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil (1995-2001), no período áureo daquele suplemento que ajudei a fundar. Numa passagem-relâmpago, fui Editor Executivo da Revista Cult (2002) e professor do curso de Jornalismo do Instituto de Artes da Universidade Mackenzie (2002). Hoje sou Editor de Cultura da Revista Época (desde 2002). Colaboro para o site AOL, para a Rádio Cultura AM e FM e para a revista Bravo! Vivo de escrever.
Perfil
O personagem que eu não esqueci Ulisses, Odisséia, de Homero; Agamêmnon, Orestéia, de Ésquilo; Werther, Os Sofrimentos dos Jovem Werther, de Johann Wolfgang Von Goethe; Dante e Virgílio, A divina comédia, de Dante Alighieri; Julien Sorel, O Vermelho e O Negro, de Stendhal; Sarrazine, Sarrazine, de Honoré de Balzac; Anna Karênina, Anna Karênina, de Live Tolstói; Raskolnikov, Crime e Castigo, de Fiodor M. Dostoiévski; Otelo, Otelo, de William Shakespeare; Iracema, Iracema, de José de Alencar; Riobaldo e Diadorim, O Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa; Pierre Menard, Ficções, de Jorge Luis Borges. Inesquecível das inesquecíveis: Madame Bovary, Madame Bovary, de Gustave Flaubert.
O livro que ainda não li: quase todos, inclusive A Suma Teológica, de Santo Tomás de Aquino.
O livro que sempre releio: Ensaios, de Michel de Montaigne e a Bíblia.
O autor que eu queria ser: o problema não é querer, mas ser.
Leio poesia para: em silêncio, poesia para mim é a antimúsica.
O começo de livro que mais gosto é… “No princípio, era o Verbo”, de Gênesis.
O final de livro que mais gosto é… não pode ser contado.
O filme que não esqueci: O Terceiro Homem, de David Lean.
Faço sempre e com prazer: leitura, ouvir música e dormir.
Gosto de ouvir viola da gamba, Cavalli, Monteverdi, Verdi, Wagner, Mozart, Beethoven, Brahms, Messiaen, Bach (todos), Debussy…
A minha epígrafe de hoje: “Não foi desta vez. Tente novamente.”
Meu hobby é sestear.
Um nome que mudou a história: Napoleão.
Se eu pudesse adotar um país… A língua portuguesa.
Que pena que eu não escrevi isto: A Lua vem da Ásia, de Campos de Carvalho.
Se eu fosse um bicho eu seria: advogado, deu no meu teste vocacional.
Três coisas que não posso viver sem: saúde, amor e felicidade.
Três coisas que odeio: mentira, vício, maldade.
O que ficou da minha infância? O menino que queria escrever.
O futuro ainda quer de mim: sei lá, do futuro quero livros.
Quando falam de mim dizem… ele é muito crítico!
Qual pecado gosto de cometer? Um capital, gula.
Não posso dormir sem minha mulher.
Não escrevo sobre cálculo integral, engenharia genética, beisebol.
Só escrevo se for para valer.
Me dá prazer comer… a lista seria longa. Moqueca de camarão, por exemplo, eu adoro. Feijoada marítima, idem. Uma massinha de vez em quando não vai mal. Arroz de mariscos então…
Me dá prazer beber vinho.
Não desisto de lutar.
Com o tempo aprendi que a vida é curta.
Palestras e Cursos
- Jornalismo Cultural
- Literatura
Obras
Até nunca mais por enquanto, Rio de Janeiro, Editora Record, 2004
Minoridade crítica, São Paulo, Ediouro e Edusp, 2004
Teatro de Gonçalves Dias, São Paulo, Martins Editora, 2004
Mario Reis, São Paulo, São Paulo, Editora 34, 2001
Ensaio de ponto, São Paulo, Editora 34, 1998