O melhor do meu twitter

Tudo ao mesmo tempo agora

por Edson Aran

Depois que me viciei no Twitter, todo dia faço uma enxurrada de frases cretinas. Mas se você não me segue – ou seguia e me perdeu numa esquina qualquer – aí vai uma seleta do melhor da semana, segundo eu mesmo.

  • Agora vou fazer uma imitação de James Joyce no carnaval da Bahia : “Riverrun past eve & adam & environs & sai do chão, sai do chão!”

 

  • Caiu a ficha! Só hoje eu descobri que “Preciosa” é uma refilmagem de “A Bolha Assassina”.

 

  • Quem diz que “São Paulo não pode parar” nunca viu a Marginal do Pinheiros às seis da tarde.

 

  • Negociar a paz no Oriente Médio é fácil, mas a primeira coisa a fazer é tirar deus da sala.

 

  • O Plano Collor foi um evento ocorrido num mundo pré-histórico povoado por criaturas abomináveis (ou seja, Brasília).

 

  • O filme “Lula, o Filho da Luta” não mostra onde a mãe do estadista contraiu o “vírus da paz”. Por onde será que essa mulher andou?!

 

  • Era um vampiro tão bunda mole que desmaiava toda vez que via sangue.

 

  • “Assis Jordânia? Conheço não. É alguma deputada do PMDB?” (Lula no Oriente Médio)

 

  • “Eu conheço a Faixa de Gaza. Um dia, tomei umas caipirinha e caí. No hospital, me enrolaro a cabeça numa faixa de gaza” (Lula em Israel)

 

  • “No Brasil, os turcos é tudo amigo. Um vende quibe, o outro vende esfiha e tudo bem. Um não fica jogando bomba no outro” (Lula em Israel)

 

  • A ópera já era um animal agonizante no meio do século 20. Ninguém gosta de ouvir italianos gordos berrando. Ou loiras imensas chorando.

 

  • Nem todos que gostam de Almodóvar praticam o amor que não ousa dizer seu nome. Alguns praticam a crítica que não ousa dizer seu nome.

 

  • No mundo tem dois tipos de pessoas: as que entendem a piada e as que foram na padaria comprar cigarros e nunca mais voltaram.

Edson Aran (@EdsonAran) é escritor, jornalista, cartunista e desde 2006 é diretor da redação da Playboy. Publicou Na Kombi, Antologia, Barba Negra, Leya Cult, 2010;Delacroix escapa das chamas, Record, 2009; O Imbecilismo – e outros textos de humor, Geração Editorial, 2005; Blônicas, Antologia, Jaboticaba, 2005; Conspirações – Tudo o que não querem que você saiba, Geração Editorial, 2003; Quânticus – O Destruidor de Mundos, Opera Gráfica, 2002, A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos, Nova Alexandria, 2001; Aqui Jaz – O livro dos Epitáfios(com Castelo), Ática, 1996.




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