Olhe ao seu redor e encare a realidade!

por Ana Lou para Página da Cultura

Você já imaginou como seria andar por aí com uma capa da invisibilidade? Já pensou como seria interessante usar essa capa para denunciar políticos corruptos? Ou simplesmente para não ser visto?

Agora como você se sentiria ao ser ignorado diariamente mesmo não usando a tal capa? Um pouco mal, não é?

Pensando nisso, a escritora e nossa colaboradora Claudia Matarazzo escreveu o livro “Vai Encarar?” com a consultoria de Mara Gabrilli. Nesta obra a autora “retrata os desafios da “nação (quase) invisível de pessoas com deficiência”.

Dizemos “quase”pois temos “uma tendência a achar que são poucas as pessoas com deficiência no Brasil. Se você pensar que no último censo, elaborado em 2000, elas somavam mais de 24 milhões, verá que é uma população imensa; uma em cada oito pessoas tem algum tipo de dificuldade crônica. E são dificuldades reais e grandes. Desses 24 milhões, 48% são deficientes visuais, 27% são deficientes físicos ou com mobilidade reduzida, 16% têm algum tipo de deficiência mental, e 8% são deficientes auditivos.”

Contudo, a pergunta que não quer calar é: Por qual motivo ignoramos um número de pessoas tão significativo? Para Claudia Matarazzo a nossa maior justificativa é a pressa: “Ninguém tem tempo para nada, e todos se acham muito importantes por viver esbaforidos. Portanto, parar um pouco que seja para dar uma atenção especial a alguém com qualquer tipo de deficiência é, no mínimo, um incômodo que as pessoas querem evitar.

Assim, egoisticamente, elas se escondem por trás sa noção de que quem tem de “cuidar dessas pessoas”e “se preocupar com esse assunto”é o Estado e suas famílias. E, naturalmente, também se escudam no pensamento de que, como não são especialistas, não podem ajudar muito”.

Quer parar de ignorar as pessoas com deficiência e se informar um pouco mais sobre o assunto? Clique aqui e reflita conosco!

Afinal, como diz Cláudia: “Ninguém gosta de passar despercebido na vida. Todos nós gostamos de reconhecimento e precisamos ter clareza quanto a nosso papel dentro da família, da comunidade e no mundo. Mas, para isso, é preciso que nos enxerguem, e não que tentem negar nossa existência por puro comodismo, ou por medo do desconhecido”.




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