O grande escritor nas quintas do Paraíso
por Edson Aran
Era o cair da tarde, na hora em que a suavidade do céu infunde nas almas um doce pungimento. Havia muita gente na íngreme escadaria que levava às quintas do Paraíso. Dos dois lados, encontravam-se bufarinheiros, estorninhos e amenjoeiros. No alto da escadaria, envolvo em névoa diáfana, estava Deus, que, ao avistar o escriba José Saramago, disse Que diabos faz este comunista a subir minha escada, ora pois?!
Saramago levou as mãos à cintura, ergueu a queixadeira e respondeu Ora, cavacos! Não vi placa alguma na cumeeira a proibir a entrada de materialistas ateus, ó pá. Vou entrar de qualquer maneira!
Como quer que seja, Deus emputeceu-se dentro de suas vestes divinas e sua voz trovejou na direção do gajo, Escuta aqui, ô seu funiculeiro, eu sou Deus Todo-Poderoso, Criador dos Céus e das Terras, Alfa e Ômega, e se digo que aqui tu não entras, tu não entras nem por um agigantado caralhal! leia mais »
por Ana Lou para Página da Cultura
Regina trabalha em uma floricultura e é sem sombras de dúvidas uma garota muito honesta. Com apenas dezessete anos ela possui mais consciência que “um monte” de adultos juntos.
Quando paro para pensar em sua situação, fico pensando como eu agiria, afinal não são todos os dias que encontramos um pacote de dinheiro por acaso.
Ainda mais quando desabafamos com dois grandes amigos (no caso dela me refiro a Zé Santos e Ademir) que são tão desafortunados quanto nós e muitas vezes por falta de recursos deixam de conquistar e construir muitas coisas.
Contudo, me admira que em um mundo como nosso ainda haja hosnestidade, integridade e pessoas que entendem perfeitamente o sentido da palavra amizade!
Você não está acreditando? Então, não deixe de ler ao livro “Oh, coração!” de Roberto Jenkis de Lemos. Um livro que reúne aventura, conflito e alegria. Boa Leitura!
por Renato Venâncio
A Fundação Getúlio Vargas disponibilizou on line a coleção da revista Conjuntura Econômica.
Desde a década de 1940, esta revista esquadrinha os mais variados aspectos da vida econômica brasileira. Quem quiser, por exemplo, conhecer o poder de compra dos salários durante o último meio século, com certeza terá de recorrer a esta publicação. Ela também se preocupou – bem antes da consolidação da “Economia da Cultura” como área de conhecimento científico – em divulgar pesquisas a respeito do impacto econômico das práticas culturais. Na década de 1950, para citar apenas um exemplo, são feitas 39 referências a respeito do “cinema” em textos publicados pelo referido periódico. O volume de janeiro de 1951 assinala que, apesar da Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil, a população do Rio de Janeiro gastou mais em ingressos em salas de cinemas do que em jogos no Maracanã. Eis, portanto, uma importante fonte para se conhecer a história econômica do cinema no Brasil.
por Ana Lou para Página da Cultura
Em minhas constantes buscas, pesquisas e navegações pela internet me deparei com um programa chamado “Todo Mundo” apresentado pela atriz Maria Flor para o canal Multishow.
Neste programa Maria Flor conversa com diversos brasileiros que vivem em Londres e em meio a esse bate papo os indaga sobre o que os levou a cidade, o que aprenderam ou aprendem todos os dias e se pensam em retornar ao Brasil.
Porém, de todas as conversas travadas por ela a que mais me chamou atenção foi com um amigo da atriz que vivia em um circuito completamente limitado em São Paulo (do Jardins a Higienópolis). Andava somente com um motorista particular e observava que as roupas jogadas no chão do quarto em um dia, apareciam limpas e passadas em cima da sua cama no dia seguinte. Porém, através desta observação ele chega à conclusão que a sua vida até ali foi feita por outras pessoas e não por si mesmo e mediante a isso decide construir a sua vida com o seu próprio esforço em Londres.
Já Nicolau, personagem principal de Henrique Schneider, em “O grito dos mudos”, ficaria surpreso ao ouvir essa história. Afinal, toda a sua vida, inclusive o seu trabalho como lavador de pratos em um restaurante, sempre foi construída com suas próprias mãos. leia mais »
por Ana Lou para Página da Cultura
Conversar e estabelecer acordos com o seu filho pode ser uma boa maneira de evitar conflitos e ao mesmo tempo ensinar a ele que todas as nossas escolhas, sejam elas boas ou más, possuem consequências.
Para psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch “Um bom jeito de evitar complicação é combinar antes. Isso vale para os adultos, para as crianças e para os adolescentes.
Combine com seu filho: se você não faltar na escola, se fizer todas as lições, pode sair no final de semana.Não vale dizer que ele só sairá se tirar notas altas, porque isso é algo que ele não consegue controlar. E se, por acaso, a nota for o combinado a questão: vale colar do amigo?”
É importante também qu você cobre o combinado para que seu filho , segundo Dora para que ele “Não cresça achando que as regras e as leis não precisam ser obedecidas, e você pode evitar o problema que esse tipo de mentalidade pode criar”. Para saber mais, clique aqui.
Escritor é um bicho muito besta
por Edson Aran
Escritores não são pessoas normais feito eu e você. Escritores têm “bloqueio” – um jeito pretensioso de dizer que eles não têm porra nenhuma na cabeça. Você não vê carteiros parados no meio da rua, a mão cheia de envelopes, falando sozinhos: “Não adianta! Por mais que eu entregue cartas, eu jamais farei uma obra-prima! Ou cirurgiões: “Não adianta! Implantar esta ponte de safena não fará de mim um novo James Joyce!” leia mais »
A solução para todos os seus problemas
por Edson Aran
Sou obcecado e completamente viciado em Twitter como sabem meus quase 13 mil seguidores (yeah!). Embora classificado como “mídia social” (e existe mídia que não seja social, ô energúmeno?!), o Twitter é um pouco diferente do Orbook e do Facekut. No Twitter você não precisa necessariamente interagir com as pessoas: pode ficar falando sozinho como se fosse o PSDB. Ou sair mandando beijinhos pra todo mundo como se fosse crítico de música.
Mas a maior invenção do Twitter é o block. Trollou? Block. Encheu o saco? Block. Só escreve inutilidades? Block. Block, block, block. Block & report spam. leia mais »
Cada vez mais é possível aprender história do Brasil através da internet. Uma porta de entrada nesses estudos é o site Domínio Público http://www.dominiopublico.gov.br Nele se encontra disponível o primeiro livro contando nossa história. Trata-se do “História do Brasil”, de Frei Vicente de Salvador, publicado no início do século XVII. Um acervo bibliográfico ainda mais robusto se encontra na Brasiliana da USP: http://www.brasiliana.usp.br/ Nesse portal, que reúne o inestimável acervo da Biblioteca José Mindlin, é possível ler integralmente as primeiras edições da “História Geral do Brasil”, de Francisco Adolfo Varnhagen. Dezenas de outros clássicos da historiografia brasileira estão disponíveis no portal do Senado Federal: http://www2.senado.gov.br/bdsf/ A fotografia, a partir do século XIX, também começa a registrar nossa história. Em relação a essa fonte, deve-se consultar a belíssima galeria de imagens da “Coleção D. Thereza Christina Maria”, da Biblioteca Nacional http://bndigital.bn.br/terezacristina/ Quem gosta de “ver” a história também vai adorar o arquivo de imagens em movimentos da antiga TV Tupi, 1950-1980, e que se encontra disponível em base de dados da Cinemateca Brasileira: http://www.cinemateca.gov.br/
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