Conspirações: John Kennedy X Abraham Lincoln

por Ana Lou para Página da Cultura

Aparentemente John Kennedy não tem nada em comum com Abraham Lincoln. Mas, não é que o escritor Edson Aran encontrou inúmeras semelhanças que ligam a vida dos dois? Leia abaixo e veja o que pensa sobre o assunto: leia mais »





Cidadão Kane contra Frankenstein

A obra-prima esquecida da Sétima Arte

por EdsonAran

Muitos clássicos do cinema foram injustamente esquecidos pela crítica mau caráter e cafajeste. Entre eles, obras inolvidáveis como “O Filho do Crepúsculo dos Deuses (“Sunset Boulevard: The Sunrise”, 1952) e “A Volta da Janela In discreta” (“Another Rear Window”, 1955).
Mas a ausência mais sentida é “Cidadão Kane Contra Frankenstein” (“Citizen Kane Meets Frankenstein”, 1943), a obra-prima desconhecida de Ornamental Welles, o irmão invejoso de Orson Welles.

Ornamental ganhou os direitos autorais de “Cidadão Kane” numa  partida de strip poker em Las Vegas. Como ele já havia conseguido os direitos de “Frankenstein” num torneio de cuspe a distância, Ornamental Welles estava livre para produzir sua obra prima: “Cidadão Kane Contra Frankenstein”!
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Bem vindo à era digital

Você está pronto para a revolução?

por Edson Aran

Há mais celulares no mundo do que ornitorrincos. No último ano, mais de um milhão de pessoas trocou o papel higiênico por algum tipo de tablet. 90% das pessoas que estão na Internet neste momento estão vendo pornografia. Desse total, 15% estão vendo vídeos que envolvem anões e ornitorrincos.

Em 2014, a única forma de sexo entre a espécie humana será a masturbação na frente de uma webcam. No Nordeste, o número de crianças chamadas Orkútios já supera o de Raimundos. Até 2012 haverá mais redes sociais no mundo do que pessoas para participar delas. Até 2014 haverá uma rede social apenas para ornitorrincos. E outra só para anões.

Em seis meses, todo mundo terá um blog – os analfabetos terão Instagram. Há mais computadores no mundo do que tatu-bolas. Toda a obra de William Shakespeare cabe num único pen drive, mas não há um único pen drive na obra de William Shakespeare. A Wikipedia pesa 350 quilos a menos do que a Enciclopédia Britânica. Até o ano 2015, mais de um trilhão de sms serão enviados com a mensagem “pq vc naum mi ligow?” Até o fim deste milênio, o mundo tal qual o conhecemos será completamente diferente.

O Farmville é o maior latifúndio improdutivo do mundo. O MST só não o invadiu ainda porque a banda larga é uma merda no assentamento. Rafinha Bastos tem mais seguidores no Twitter do que Jesus Cristo tinha quando pregava na Galiléia. O Google Maps mostra muito mais países do que os que existem no mundo real. Há mais dowloads de conteúdo na Internet do que dowloads de entidades em terreiros de macumba do mundo inteiro.

No Norte do país, o número de crianças chamadas Email já supera o de Sarneys. Há mais pessoas assistindo ao YouTube do que a Mostra do Novo Cinema da Mongólia. A Wikipedia é mais acurada do que a Enciclopédia Britânica segundo um verbete da própria Wikipedia. No futuro, todo mundo terá um passado de pelo menos 15 minutos. Os número de e-books vendidos na Amazon já supera o número de marsupiais existentes na ilha de Tonga.

Um dia, os macacos dominarão os humanos. Há quem acredite que isso já aconteceu.

Edson Aran (@EdsonAran) é escritor, jornalista, cartunista e desde 2006 é diretor da redação da Playboy. Publicou Na Kombi, Antologia, Barba Negra, Leya Cult, 2010;Delacroix escapa das chamas, Record, 2009; O Imbecilismo – e outros textos de humor, Geração Editorial, 2005; Blônicas, Antologia, Jaboticaba, 2005; Conspirações – Tudo o que não querem que você saiba, Geração Editorial, 2003; Quânticus – O Destruidor de Mundos, Opera Gráfica, 2002, A Noite dos Cangaceiros Mortos-Vivos, Nova Alexandria, 2001; Aqui Jaz – O livro dos Epitáfios(com Castelo), Ática, 1996.





Saramago chega ao céu

O grande escritor nas quintas do Paraíso

por Edson Aran

Era o cair da tarde, na hora em que a suavidade do céu infunde nas almas um doce pungimento. Havia muita gente na íngreme escadaria que levava às quintas do Paraíso. Dos dois lados, encontravam-se bufarinheiros, estorninhos e amenjoeiros. No alto da escadaria, envolvo em névoa diáfana, estava Deus, que, ao avistar o escriba José Saramago, disse Que diabos faz este comunista a subir minha escada, ora pois?!

Saramago levou as mãos à cintura, ergueu a queixadeira e respondeu Ora, cavacos! Não vi placa alguma na cumeeira a proibir a entrada de materialistas ateus, ó pá. Vou entrar de qualquer maneira!

Como quer que seja, Deus emputeceu-se dentro de suas vestes divinas e sua voz trovejou na direção do gajo, Escuta aqui, ô seu funiculeiro, eu sou Deus Todo-Poderoso, Criador dos Céus e das Terras, Alfa e Ômega, e se digo que aqui tu não entras, tu não entras nem por um agigantado caralhal! leia mais »





O Bloqueio

Escritor é um bicho muito besta

por Edson Aran

Escritores não são pessoas normais feito eu e você. Escritores têm “bloqueio” – um jeito pretensioso de dizer que eles não têm porra nenhuma na cabeça. Você não vê carteiros parados no meio da rua, a mão cheia de envelopes, falando sozinhos: “Não adianta! Por mais que eu entregue cartas, eu jamais farei uma obra-prima! Ou cirurgiões: “Não adianta! Implantar esta ponte de safena não fará de mim um novo James Joyce!” leia mais »





Block e Report Spam

A solução para todos os seus problemas

por Edson Aran

Sou obcecado e completamente viciado em Twitter como sabem meus quase 13 mil seguidores (yeah!). Embora classificado como “mídia social” (e existe mídia que não seja social, ô energúmeno?!), o Twitter é um pouco diferente do Orbook e do Facekut. No Twitter você não precisa necessariamente interagir com as pessoas: pode ficar falando sozinho como se fosse o PSDB. Ou sair mandando beijinhos pra todo mundo como se fosse crítico de música.

Mas a maior invenção do Twitter é o block. Trollou? Block. Encheu o saco? Block. Só escreve inutilidades? Block. Block, block, block. Block & report spam. leia mais »





Sete bilhões de famosos

Mas não vai ter 15 minutos pra todos, desculpe

por Edson Aran

O artista plástico, agitador cultural e amestrador de perucas, Andy Warhol, sentenciou, lá pelos anos 70, o seguinte: “No futuro, todo mundo será famoso por 15 minutos”. Nós já estamos vivendo no futuro do Warhol e o mundo, semana retrasada, chegou ao apologético número de sete bilhões de seres humanos. Sete bilhões!

E aí voltamos ao apotegma do apoplético Warhol (hoje eu estou a fim de irritar). Um dia tem 1.440 minutos. Logo, um ano tem 525.600 minutos. Um pouco mais, se for bissexto.

Para que cada um dos sete bilhões de habitantes do nosso formigueiro espacial seja famoso por 15 minutos seriam necessários 105 bilhões de minutos e isso levaria hmm…, deixa ver, sobe um, divide aqui, noves fora, 75 milhões de anos. leia mais »