O Rio de Janeiro do Brasil Colônia

Você sabia que “… o Rio de Janeiro era então considerado um dos portos  mais bem localizados do mundo. As facilidades de intercâmbio com a Europa, América, Àfrica e Índias Orientais o tornavam um grande ele entre o comércio das várias regiões do globo. Por influência, viam-se por toda parte imensos guarda-sóis para abrigar do calor e mulheres cobertas dos pés à cabeça por capas escuras. Casas caiadas de branco com beirais arrebitados e papagaios de papel no céu também traziam as cores da China e do Japão. leia mais »





Acompanhe a agenda de nossos autores!

Se você gosta e se identifica com o trabalho da escritora, historiadora e nossa colaboradora Mary Del Priore fique de olho nas datas em que a autora fará o lançamento do seu novo livro ” A Carne e o Sangue”.  Tome nota:

20/05 (dom) – 14h às 16h Livraria Cultura Salvador Shopping
21/05 (seg) às 19h Livraria Saraiva Shopping Recife
22/05 (ter)  às 19h30 Bienal de BH
24/05 (qui) às 19h Livrarias Curitiba Shopping Estação
28/05 (seg) às 19h Livraria Saraiva Iguatemi Campinas
29/05 (ter) às 20h Sempre um papo SP (Sesc Vila Mariana)
31/05 (qui)  às 19h Livraria Saraiva Porto Alegre
04/09 (ter) às 19h30 Livraria Cultura CasaPark Shopping




Clipping Página da Cultura: Mary del Priore

por Ana Lou para Página da Cultura

Selecionamos para você as melhores reportagens e entrevistas concedidas pela historiadora, escritora e nossa colaboradora Mary del Priore ao longo destes dois anos.

Para quem  aprecia debates sobre a condição da mulher, a sociedade contemporânea, a importância da História, esse clipping especial é uma verdadeira relíquia!

Revista de História da Biblioteca Nacional

“Continuamos elegendo bandidos contumazes. O nosso Congresso é um esgoto…”

Mary del Priore

” A entrevistada comenta sobre nossa sociedade de superexposição midiática e se pergunta como toda essa aceleração da vida cotidiana afetará o ensino da História, especialmente no Brasil, um país ainda às voltas com problemas de identidade e memória. Para Mary Del Priore, nossos historiadores vêm produzindo com excelência, mas, para além de pesquisas apaixonadas, ela nos desafia: “Será que não estamos esquecendo problemas mais gerais com os quais deveríamos estar nos preocupando?” Leia mais…

Folha Ilustrada

“Dois meses após lançar “Histórias Íntimas” (Planeta) –livro que explica a evolução do erotismo no Brasil desde período colonial– a historiadora Mary del Priore continua no topo da lista dos mais vendidos de não-ficção.” Leia e saiba mais…

Revista TPM

A historiadora Mary del Priore coloca a sexualidade brasileira no alto na lista dos livros mais vendidos, com seu Histórias Íntimas. Da Barbie ao aborto, do machismo ao erotismo, ela desmonta os mitos e as contradições que a mulher leva para a cama: “Fora de casa, as mulheres são independentes. Em casa, querem ser princesas. Um grande paradoxo”. Continue lendo…

ISTOÉ Independente

Mary Del Priore

“O espelho é a nova submissão feminina”

Na semana do Dia Internacional da Mulher, a historiadora afirma que as brasileiras são apáticas, machistas e escravas da ditadura da beleza. Saiba mais…

Programa do Jô Soares

Veja a entrevista:

Bloco 1

Clique aqui, para assitir!

Bloco 2

Assista ao segundo  e último bloco, clique aqui!

 





E os egípcios descobriram o Brasil

Ao leitor de hoje é difícil imaginar um intelectual de prestígio nacional defendendo seriamente, e fundamentado em investigações supostamente científicas, a idéia de que certos povos indígenas brasileiros se originaram de populações que emigraram do Mediterrâneo da época dos faraós… Pois bem, Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-78), considerado o historiador mais importante do Brasil Império, fez isso. Em 1876, ele publica em francês o livro L’origine toranienne des américains tupis-caraïbes et des anciens égyptiens, divulgando os resultados de vários anos de pesquisa, muito provavelmente na esperança de influenciar o debate brasileiro e internacional a respeito da origem dos povos americanos.

O texto em questão não era fruto de uma aventura intelectual de um iniciante, mas sim o resultado de anos de reflexão. Varnhagen procura mostrar, através de informações arqueológicas e filológicas, que as populações indígenas brasileiras tiveram origem em dois processos migratórios: os grupos macro-gê (ou tapuias) originaram-se do deslocamento de asiáticos, principalmente mongóis; enquanto os grupos tupi resultaram de migrações de Cários, povos de origem asiática que haviam habitado o Egito.

O célebre historiador se posicionava criticamente frente ao debate romântico-indianista, que procurava no passado nativo as raízes da nacionalidade brasileira. Segundo Arno Wehling, interprete atual de Varnhagen, tal posicionamento significou um aprofundamento das críticas a esta vertente intelectual, pois revelava que os índios não eram autóctones, mas sim invasores, não sendo, pois, representantes de uma “nacionalidade brasileira” pré-colonial. Para saber mais, clique aqui!





A poesia como uma forma de luta

Por volta de 1850, o número de jornais que circulam no Brasil aumenta intensamente. A produção de papel mais barato, feito de celulose, substituindo os dispendiosos linho ou algodão, permitiu que isso ocorresse. Mudanças sociais também estimulam a intensificação da produção jornalística. A partir da referida data – que encerra o tráfico de escravos africanos – a sociedade brasileira começa a discutir como e quando ocorreria o fim da escravidão. Tal debate aconteceu principalmente através da imprensa. Abolicionistas recorrem a várias formas de sensibilização da opinião pública. Poesias são sistematicamente utilizadas nesses embates; poetas profissionais e amadores mobilizam sentimentos de compaixão e revolta. Em 1884, o jornal “A Vela do Jangadeiro” publica os seguintes versos anônimos: “Tu – alma de lodo – feroz egoista/  Q´não conheces do tempo a evolução/ E, retrogadando es-escravagista,/ Verás o sol da redempção/ E teu nome escripto em negra lista/ No dia em que morrer a – escravidão”. Trata-se de um exemplo, entre milhares. Por isso mesmo é possível afirmar que a poesia foi uma arma na luta pela Abolição. Para saber mais, clique aqui





O que você costuma fazer antes de dormir?

O que você costuma fazer antes de dormir?

por Ana Lou para Página da Cultura

Todos nós temos hábitos que de uma forma ou outra definem nossa personalidade. Perguntamos a escritora e nossa colaboradora Mary Del Priore qual hábito ela tem antes de dormir. Leia abaixo a resposta! leia mais »





Mary Del Priore e o Amor no Brasil

por Ana Lou para Página da Cultura

Uma das primeiras coisas que aprendi logo que entrei na faculdade de História foi que a história da humanidade sempre foi contada pelos vencedores. Pouco se sabia sobre quem construiu as pirâmides ou sobre como pensava o servo que trabalhava cotidianamente no feudo do seu senhor.

Contudo, com a nova historiografia mais conhecida como a Escola dos Annales fundada inicialmente por Lucien Febvre e Marc Bloch nas primeiras décadas do século XX damos início ao estudo das minorias: queremos saber como pensam os trabalhadores,  seus hábitos, valores, enfim seus costumes. leia mais »





Motivos para o escravo ser bom cristão

Os livros que tratam da relação entre Igreja católica e escravidão geralmente enfatizam que a religião promoveu a aceitação desse sistema social injusto e desumano. Aliás, não se trata de uma especificidade do Brasil colonial. Há passagens na Bíblia em que os escravos são orientados a obedecer aos respectivos senhores. O apóstolo Paulo, em suas epístolas, alertou a dois deles a retornarem a casa senhorial. Algumas pesquisas, porém, revelam que eventualmente – e até mesmo a contragosto – as autoridades eclesiásticas podiam se juntar aos escravos em contraposição aos senhores. O historiador Stuart Schwartz revelou uma dessas situações ao lembrar a quantidade de feriados religiosos no período colonial. Na época da safra de cana havia 61 dias em que o trabalho era proibido pela Igreja católica. Em outras palavras, justamente nos meses em que os escravos eram “moídos” em jornadas de 10, 12 ou 14 horas, eles podiam contar com apoio do capelão ou pároco local para condenar o fazendeiro que desrespeitasse a suspensão das atividades nos domingos e dias santos. Sem dúvidas, muitos afrodescendentes foram salvos de morrer de exaustão pelo catolicismo. Para saber mais….





O trem atropelou o camelo

Antecipar o futuro é algo impossível. A história revela isso quando analisamos a ideia de futuro de cada época. No século XIX, por exemplo, antes da invenção do trem discutia-se como seria feito o transporte em massa das mercadorias do nascente capitalismo. Uma proposta que encontrou muitos adeptos foi a de utilizar dromedários, também conhecidos como camelos árabes, nesse transporte. Diversos países fizeram experiências de aclimatação do bicho, como USA, Espanha e Itália, Peru, Jamaica, Bolívia e Cuba. No Brasil, coube ao Ceará a importação da espécie, que se destaca pela força física, sendo capaz de carregar entre 150 e 300 kg. Em 1859, chegaram a Fortaleza 14 animais. Os bichos quase todos morreram ou mesmo acabaram sendo vendidos a circos. A implantação de ferrovia desestimulou novas importações. Em termos de meio de transporte de mercadorias, o trem atropelou o camelo. Para saber mais, clique aqui

 





As histórias de Gilberto Freyre

por Analou  para Página da Cultura


Sobrados e Mucambos escrito por Gilberto Freyre é um dos livros favoritos da escritora e nossa colaboradora Mary Del Priore.

Neste livro o autor analisa “a decadência do patriarquismo do Brasil rural, ocorrida no século XIX. O título é uma referência aos antigos aristocratas, que, com o declínio do regime escravocrata brasileiro, tiveram que se mudar da casa-grande para sobrados em áreas urbanas. Por conseguinte, os ex-escravos também deixaram as senzalas para morarem em casebres de palha e barro em bairros pobres de áreas urbanas.” leia mais »





A revolução sexual como dever de casa

Chegará o dia em que nossos netos estudarão o século XX como um período já longínquo. Quando isso ocorrer, não será estranho que nos exercícios “para casa” constem perguntas a respeito da “revolução sexual”. É bom nos precavermos. Um primeiro passo é compreender a cronologia da mudança. A revolução sexual lutou contra uma sociedade em que várias instituições (família, igreja, escola etc) proibiam algo que parece óbvio hoje em dia: o direito em relação ao próprio corpo. A década de 1960 é considerada como marco nesta luta. Uma característica interessante desse período é que ele foi precedido por vinte anos nos quais o sexo deixou de ser associado à morte. Tal associação foi comum até os anos 1940, pois desde o século XVI a sífilis era considerada uma doença sexual incurável e mortal. A invenção e generalização da penicilina tornaram possível a cura deste mal. Os anos 60 também em muito antecederam ao surgimento de uma nova e devastadora doença sexualmente transmissível: a AIDS, identificada somente em 1980. Como se vê, nos últimos quinhentos anos, a década da revolução sexual foi uma época incomum.  Para saber mais, clique aqui