O Rio de Janeiro do Brasil Colônia

Você sabia que “… o Rio de Janeiro era então considerado um dos portos  mais bem localizados do mundo. As facilidades de intercâmbio com a Europa, América, Àfrica e Índias Orientais o tornavam um grande ele entre o comércio das várias regiões do globo. Por influência, viam-se por toda parte imensos guarda-sóis para abrigar do calor e mulheres cobertas dos pés à cabeça por capas escuras. Casas caiadas de branco com beirais arrebitados e papagaios de papel no céu também traziam as cores da China e do Japão. leia mais »





Acompanhe a agenda de nossos autores!

Se você gosta e se identifica com o trabalho da escritora, historiadora e nossa colaboradora Mary Del Priore fique de olho nas datas em que a autora fará o lançamento do seu novo livro ” A Carne e o Sangue”.  Tome nota:

20/05 (dom) – 14h às 16h Livraria Cultura Salvador Shopping
21/05 (seg) às 19h Livraria Saraiva Shopping Recife
22/05 (ter)  às 19h30 Bienal de BH
24/05 (qui) às 19h Livrarias Curitiba Shopping Estação
28/05 (seg) às 19h Livraria Saraiva Iguatemi Campinas
29/05 (ter) às 20h Sempre um papo SP (Sesc Vila Mariana)
31/05 (qui)  às 19h Livraria Saraiva Porto Alegre
04/09 (ter) às 19h30 Livraria Cultura CasaPark Shopping




Sobre contos e outras histórias!

por Ana Lou para Página da Cultura

Para o escritor e nosso colaborador David Oscar Vaz: “Escrever contos, por mais que haja elaboração prévia e alguma convicção, é sempre um tatear a surpresa. Só posso dizer, para encerrar, que gosto de escrever contos, de escrever miúdo o mistério do dia. Quem me dera fazer mais miúdo como só que escreve rara poesia!”

Por isso, decidimos que ao invés de falarmos sobre o seu segundo livro de contos “A Urna” cujo lançamento ocorreu no ano 2000 pela Ateliê Editorial depois do autor ganhar o prêmio da APCA como Autor Revelação de 1997 como mencionamos neste post aqui, iremos compartilhar com vocês o primeiro parágrafo do conto que dá título ao livro. Afinal, todo bom conto tem um excelente começo, não é mesmo? Boa Leitura!

A Urna

Uma relíquia de família, a estória de um negro e de um homem poderoso, um afável negociante, uma velha forca. Apontamentos lançados no diário no início do caminho da volta não traduzem o efeito que esses dias fizeram de mim. Há duas semanas eu tinha apenas vinte e dois anos e nada no mundo podia ocupar meu espírito, a não ser o modelo do casaco para o sarau de Dona Augusta Camargo, ou a exata cor dos olhos de suas filhas. leia mais »





Clipping Página da Cultura: Mary del Priore

por Ana Lou para Página da Cultura

Selecionamos para você as melhores reportagens e entrevistas concedidas pela historiadora, escritora e nossa colaboradora Mary del Priore ao longo destes dois anos.

Para quem  aprecia debates sobre a condição da mulher, a sociedade contemporânea, a importância da História, esse clipping especial é uma verdadeira relíquia!

Revista de História da Biblioteca Nacional

“Continuamos elegendo bandidos contumazes. O nosso Congresso é um esgoto…”

Mary del Priore

” A entrevistada comenta sobre nossa sociedade de superexposição midiática e se pergunta como toda essa aceleração da vida cotidiana afetará o ensino da História, especialmente no Brasil, um país ainda às voltas com problemas de identidade e memória. Para Mary Del Priore, nossos historiadores vêm produzindo com excelência, mas, para além de pesquisas apaixonadas, ela nos desafia: “Será que não estamos esquecendo problemas mais gerais com os quais deveríamos estar nos preocupando?” Leia mais…

Folha Ilustrada

“Dois meses após lançar “Histórias Íntimas” (Planeta) –livro que explica a evolução do erotismo no Brasil desde período colonial– a historiadora Mary del Priore continua no topo da lista dos mais vendidos de não-ficção.” Leia e saiba mais…

Revista TPM

A historiadora Mary del Priore coloca a sexualidade brasileira no alto na lista dos livros mais vendidos, com seu Histórias Íntimas. Da Barbie ao aborto, do machismo ao erotismo, ela desmonta os mitos e as contradições que a mulher leva para a cama: “Fora de casa, as mulheres são independentes. Em casa, querem ser princesas. Um grande paradoxo”. Continue lendo…

ISTOÉ Independente

Mary Del Priore

“O espelho é a nova submissão feminina”

Na semana do Dia Internacional da Mulher, a historiadora afirma que as brasileiras são apáticas, machistas e escravas da ditadura da beleza. Saiba mais…

Programa do Jô Soares

Veja a entrevista:

Bloco 1

Clique aqui, para assitir!

Bloco 2

Assista ao segundo  e último bloco, clique aqui!

 





5 sites de história do Brasil

Cada vez mais é possível aprender história do Brasil através da internet. Uma porta de entrada nesses estudos é o site Domínio Público http://www.dominiopublico.gov.br Nele se encontra disponível o primeiro livro contando nossa história. Trata-se do “História do Brasil”, de Frei Vicente de Salvador, publicado no início do século XVII. Um acervo bibliográfico ainda mais robusto se encontra na Brasiliana da USP: http://www.brasiliana.usp.br/ Nesse portal, que reúne o inestimável acervo da Biblioteca José Mindlin, é possível ler integralmente as primeiras edições da “História Geral do Brasil”, de Francisco Adolfo Varnhagen. Dezenas de outros clássicos da historiografia brasileira estão disponíveis no portal do Senado Federal: http://www2.senado.gov.br/bdsf/ A fotografia, a partir do século XIX, também começa a registrar nossa história. Em relação a essa fonte, deve-se consultar a belíssima galeria de imagens da “Coleção D. Thereza Christina Maria”, da Biblioteca Nacional http://bndigital.bn.br/terezacristina/ Quem gosta de “ver” a história também vai adorar o arquivo de imagens em movimentos da antiga TV Tupi, 1950-1980, e que se encontra disponível em base de dados da Cinemateca Brasileira: http://www.cinemateca.gov.br/

Para saber mais, clique aqui





E os egípcios descobriram o Brasil

Ao leitor de hoje é difícil imaginar um intelectual de prestígio nacional defendendo seriamente, e fundamentado em investigações supostamente científicas, a idéia de que certos povos indígenas brasileiros se originaram de populações que emigraram do Mediterrâneo da época dos faraós… Pois bem, Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-78), considerado o historiador mais importante do Brasil Império, fez isso. Em 1876, ele publica em francês o livro L’origine toranienne des américains tupis-caraïbes et des anciens égyptiens, divulgando os resultados de vários anos de pesquisa, muito provavelmente na esperança de influenciar o debate brasileiro e internacional a respeito da origem dos povos americanos.

O texto em questão não era fruto de uma aventura intelectual de um iniciante, mas sim o resultado de anos de reflexão. Varnhagen procura mostrar, através de informações arqueológicas e filológicas, que as populações indígenas brasileiras tiveram origem em dois processos migratórios: os grupos macro-gê (ou tapuias) originaram-se do deslocamento de asiáticos, principalmente mongóis; enquanto os grupos tupi resultaram de migrações de Cários, povos de origem asiática que haviam habitado o Egito.

O célebre historiador se posicionava criticamente frente ao debate romântico-indianista, que procurava no passado nativo as raízes da nacionalidade brasileira. Segundo Arno Wehling, interprete atual de Varnhagen, tal posicionamento significou um aprofundamento das críticas a esta vertente intelectual, pois revelava que os índios não eram autóctones, mas sim invasores, não sendo, pois, representantes de uma “nacionalidade brasileira” pré-colonial. Para saber mais, clique aqui!





Entrevista com a escritora Liliane Prata

por Ana Lou para Página da Cultura

Escrever o primeiro livro deve ser maravilhoso, mas conseguir escrever o quarto e solidificar sua carreira como escritora deve ser excelente. Por isso, entrevistamos a escritoria e nossa colaboradora Liliane Prata. Leia a entrevista abaixo:

Página da Cultura: Nesta quinta -feira às 19h na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos acontecerá o lançamento do seu novo livro À Revelia. O que o leitor pode esperar dele?

Liliane Prata: Hum, difícil responder isso! Não é fácil dizer o que acho que podem esperar do meu novo livro. Mas vou tentar: podem esperar uma história sobre relacionamentos, cujo maior mérito talvez esteja na construção dos personagens, interessantes, contraditórios… humanos. Procurei deixar os fatos correrem à maneira deles, sem me meter muito. As morais são complicadas, as maneiras de se resolver um impasse são infinitas e as reflexões, ininterruptas: procurei deixar isso à solta, digamos assim, em todo o romance.

PC: Os seus primeiros livros apresentavam conflitos juvenis. Como foi essa transposição de conflitos para o Universo adulto?

LP: Gosto muito de escrever romances juvenis, tanto que tenho um novo, inédito. Mas é inegável que trabalhar conflitos adultos é mais interessante para mim, porque são conflitos que fazem parte do meu universo, das minhas histórias, das histórias de amigos. Escrever para adolescente exige que eu volte, de certa forma, ao meu passado, enquanto escrever para os adultos permite que eu continue vivendo meu presente.

PC: Os personagens são ficcionais ou baseados em acontecimento real?

LP: São ficcionais e reais: ficcionais porque são histórias que não aconteceram na minha vida, reais porque muito dos personagens é baseado nas minhas sombras, nas sombras de pessoas que conheço, em textos que li, em influências que recebi. Reais também porque não aconteceram, mas poderiam ter acontecido, e de fato acontecem com pessoas que não conheço, o tempo todo.

PC: Você pretende fazer lançamentos em outros estados?

LP: Se receber convites de livrarias de outros estados, sim, claro, mas por enquanto não há nada definido.

PC: Última pergunta: que dica você daria para um jovem escritor?

LP: Sem dúvida, escrever. E ler. Muito!

Esperamos que você tenha apreciado a entrevista e prestigie a autora hoje em seu lançamento. O convite está logo abaixo. Até la!





Clipping da Página

por Ana Lou para Página da Cultura

Texto: Nossa alegria ou um lapso, um esquecimento

Por Liliane Prata

Vale a pena ler por quê? A escritora debate e relativiza a alegria nos dias de hoje com as alegrias do passado.

Texto: Tempo de florada

Por Henrique Schneider

Vale a pena ler por quê? O autor, de uma forma metafórica e delicada, fala sobre livros abandonados propositadamente na primavera.

Texto: A dura vida das mães

Por Dora Lorch

Vale a pena ler por quê? A autora aborda temas como limite, diálogo, autoconhecimento e como lidar com o fracasso e o medo de nossos filhos.

Texto: A marcha pró-corrupção: emoção e samba no pé da Cidade do Roubo

Por Edson Aran

Tema abordado: o autor satiriza a marcha contra a corrupção e a impunidade que ocorreu em diversos Estados Brasileiros no feriado do dia 12 de outubro.

Vídeo: Mary del Priore no Programa do Jô Soares

Vale a pena ver por quê? A autora fala sobre o seu novo livro “Histórias Intimas: sexualidade e erotismo na História do Brasil”