Feliz Natal!

por Ana Lou para Página da Cultura

Nós aqui da Página já estamos em clima de Natal, por isso selecionamos para você algumas árvores feitas com livros. Inspire-se e boa leitura!

Árvore feita com pilhas de livros

Árvore feita com a nossa bagunça de cada dia

Ao invés de arrancar as páginas dos seus livros que tal reaproveitar os cadernos do jornal que você nunca lê?

Fotos: Reproduções





Um bom começo

por Ana Lou para Página da Cultura

Perguntamos aos nossos autores o começo do livro que eles mais gostaram. Leia as respostas e boa leitura!

Airton Ortiz

O começo de livro que mais gosto é: “Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco…”, de “O velho e o mar”, de Ernest Hemingway.

Claudia Matarazzo

O começo de livro que mais gosto é: os começos dos livros (O anjo pornográfico, Bilac vê estrelas, Carnaval no fogo, Chega de saudade, Ela é carioca, Estrela solitária, A onda que se ergueu no mar, O pai que era mãe, Saudades do Século 20) do Ruy Castro.

David Oscar Vaz

O começo de livro que mais gosto é… todas as famílias felizes se parecem entre si, as infelizes são infelizes cada qual à sua maneira, do livro Ana Karênina, de Leon Tolstoi.

Dora Lorch

O começo de livro que mais gosto é… Não nascemos pronto, Mário Sergio Cortela leia mais »





Qual autor você queria ser?

por Ana Lou para Página da Cultura

Quando perguntamos a escritora e nossa colaboradora Liliane Prata em sua última entrevista para Página qual dica ela daria para um jovem escritor ouvimos a seguinte resposta: “Sem dúvida, escrever. E ler. Muito!”

Consequentemente, quando passamos a ler muito quase sempre elegemos um escritor como o nosso favorito. Seja pela forma como ele escreve ou descreve os fatos, por sua sensibilidade e técnica, pela maneira como conduz sua carreira. Enfim, há diversos fatores que nos levam a tal conclusão.

Por esse motivo perguntamos aos escritores da Página: Qual autor eles gostariam de ser? Leia as respostas abaixo e converse conosco através dos comentários. Boa Leitura!

Airton Ortiz

O autor que eu queria ser: Jack London.

Claudia Matarazzo

O autor que eu queria ser: varia conforme a época, já quis ser uma porção deles.

David Oscar Vaz

O autor que eu queria ser: eu mesmo, já que não consigo decidir entre tantos.

Dora Lorch

O autor que eu queria ser: Lygia Fagundes Telles e Milan Kundera

Edson Aran

O autor que eu queria ser: Millôr Fernandes.

Eduardo Garrafa

O autor que eu queria ser: Gabriel García Márquez. leia mais »





Escrever é bom, mas é melhor se…

por Ana Lou para Página da Cultura

Vida de escritor não é fácil e para escrever é preciso motivação! Os escritores aqui da Página, por exemplo, só escrevem se…

Airton Ortiz

Só escrevo se tiver o que contar.

Claudia Matarazzo

Só escrevo se tiver um copo de água ao lado. leia mais »





Vale a pena recomeçar?

por Ana Lou para Página da Cultura

Sou apaixonada pelo trabalho da poetisa Flora Figueiredo e hoje escolhi para vocês leitores do blog da Página um dos meus poemas favoritos. Afinal, refletir nunca é demais. Boa leitura!

Conselho

Nunca chore um insucesso

O que pode parecer um abcesso,

também pode servir de recomeço.

Agarre o desaponto pelo avesso,

apare as pontas, corte o excesso.

Mude a covardia de endereço,

ponha a escavadeira em retrocesso

até que o mundo,  esse réu confesso,

lhe devolva seu mel seu apreço.

Uma vez retomado o processo,

devolva-me o sorriso que mereço

Poesia retirada do livro O trem que traz a noite publicado pela Editora Novo Século





Das coisas sobre as quais eu não escreveria…

por AnaLou para Página da Cultura

Muitas pessoas sonham em escrever um livro. Mas poucas pensam sobre o que não escreveriam. Nossos autores saem na frente e dão a dica. Leia abaixo:

Airton Ortiz

Não escrevo sobre falta de assunto.

Claudia Matarazzo

Não escrevo sobre economia.

David Oscar Vaz

Não escrevo sobre o fútil que só quer agradar.

Dora Lorch

Não escrevo sobre terror.

Edson Aran

Não escrevo sobre música sertaneja. A não ser que seja pra falar mal. leia mais »





A revolução de 64 do ponto de vista dos biquínis

Há alguns anos o Arquivo Nacional, por meio da internet, disponibilizou vasto material documental referente às polícias políticas no Brasil. Trata-se do projeto “Memórias Reveladas”. Enganam-se os que imaginam conter nestes registros apenas informações de lutas político-partidárias. A documentação do projeto “Memória Reveladas” também possibilita o estudo de temas aparentemente sem nenhum vínculo com os objetivos das instituições repressoras, como é o caso da história dos valores morais ou dos objetos da vida cotidiana Exemplo disso é a ficha BR RJANRIO,XX D7.0.FAM, FOT.7, acompanhada pelo respectivo documento digitalizado que retrata “Maria Teresa Fontella Goulart em trajes de banho à beira de uma piscina”. A fotografia da esposa do presidente João Goulart foi produzida entre 1958 e 1960, mas provavelmente ingressou após 1964 nos arquivos da polícia política. Há poucos elementos que permitam contextualizar a imagem, mas ela é reveladora de um aspecto pouco explorado pelos pesquisadores. Entre 1945 e 1964, registra-se uma imensa renovação nos costumes, sendo que em muitas capitais brasileiras observa-se uma progressiva autonomia da mulher, expressa na liberdade da escolha de como se vestir. O que, com certeza, desafiou tradições patriarcais. Já é hora de considerar essa “subversão cultural” um elemento não desprezível na mobilização de muitos que pouco tinham a ganhar com o golpe militar. Para saber mais, clique aqui.





Como aproveitar melhor a leitura do seu livro?

por Ana Lou para Página da Cultura

Olá querido (a) leitor (a), como vai? Passou bem o feriado prolongado? Espero que sim!

Hoje resolvi compartilhar algumas dicas  de leitura para que você aproveite  melhor a leitura do seu livro. Vamos lá?

  1. Dê preferência a livros impressos em folhas de papel mais amareladas que geralmente correspondem a folhas de pólen bold 90g ou pólen soft 80g. Livros impressos nessas gramaturas são mais leves, isto é, facilitam a locomoção, cansam menos a vista e possuem um toque suave. Geralmente são mais caros do que os impressos em off-set (aquelas folhas brancas que lembram papel sulfite) e mais bonitos. Porém, não se rebele contra o editor, porque ele avalia cada projeto gráfico e depois escolhe o papel. Para não encarecer a obra e vendê-la a um preço mais acessível o off-set acaba sendo a melhor opção. Fique atento e compare os preços! leia mais »




Livros sobre livros!

por Ana Lou para Página da Cultura

Livro: Cartas a um jovem poeta

Autor: Rainer Maria Rilke

Vale à pena ler por quê? Neste livro  Rainer Maria Rilke responde os questionamentos do aspirante jovem poeta Franz Kappus. Temas como o amor, o processo de desenvolvimento da escrita, a relação do homem com Deus, com seus semelhantes  e com a solidão são discutidos de forma leve, porém repleta de sabedoria. Se você almeja tornar-se um escritor esse livro é leitura obrigatória.

 

Livro: Livro – um encontro

Autora: Lygia Bojunga

Vale à pena ler por quê? A premiada escritora Lygia Bojunga conta desde sua remota infância sua relação com o livro e com alguns autores. De maneira leve e surpreendente a autora nos leva nesta leitura surpreendente!

 

Livro: 1001 Livros para ler antes de morrer

Autor: Peter Boxal

Vale a pena por quê? Sabe quando bate aquela dúvida sobre qual livro ler? Então, livros como esse nos ajudam muito neste momento, além de nos motivarem a ler livros de gêneros diferentes. Recomendo!





A história do ponto de vista da fumaça

Todos objetos produzidos pelas sociedades humanas são “documentos”, ou seja, testemunhos do passado ou do presente. Cabe, porém, ao pesquisador descobrir a potencialidade dessas fontes. Uma deles, ainda pouco explorada, diz respeito aos rótulos das marcas de cigarros.  Em relação a esse tipo de fonte, o site da Fundação Joaquim Nabuco disponibilizou a “Coleção Brito Alves”, composta por 1.252 rótulos de cigarros, produzidos através de técnica litográfica e referentes a fins do século XIX e início do seguinte. Trata-se de riquíssimo material que revela a importação em massa de modas culturais durante nossa Belle Époque. As marcas da indústria tabagista refletiram a europeização dos costumes, então em voga. Havia cigarros que divulgavam o requinte musical, como a marca “Ópera”; outros difundiam gírias francesas, como Janota (janot, personagem do teatro francês) ou Zuavos (nome dado aos soldados); havia ainda marcas que popularizavam as mais recentes correntes políticas, como os “Cigarros Comunistas”  ou os “Cigarros Democratas”. Por vezes os rótulos também se tornavam uma “mídia” para difusão de hábitos alimentares europeus. Por incrível que pareça alguns de nossos arqui-avós talvez tenha fumado os “Cigarros Rocambolle”. Para saber mais, clique aqui.





O dia da criança na Página!

Por Ana Lou para Página da Cultura

Estamos atrasados, eu sei! Mas, acreditamos que todos os dias as nossas crianças merecem ser prestigiadas e tratadas com todo carinho e respeito. Por isso, hoje selecionamos dois livros e um cd para preencher a vida delas de alegria e muita cultura.

Um forte abraço da Página para todas as crianças do mundo. Que a brincadeira seja boa!

Livro: O Menino Nito

Vale à pena ler por quê? O livro conta a história do menino Nito que chora por qualquer motivo e por ser menino o pai erroneamente o ensina que “Homem não chora”. Nesta história a autora Sonia Rosa nos ensina como lidar com crianças choronas sem apelar para preconceitos antigos

Livro: O Grúfalo

Vale à pena ler por quê? Um ratinho muito esperto e inteligente mostra como consegue sobreviver em uma floresta repleta de animais que querem comê-lo, como por exemplo: a cobra, a coruja e a raposa. Neste livro aprendemos que o mais importante na vida é a sabedoria e que tamanho não é documento.

 

Cd: Pequeno Cidadão

Vale à pena ouvir por quê? Neste cd de Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Antônio Pinto e Tatiana Barros as crianças irão aprender a se desprender da chupeta, lidar com seus limites, respeitar a natureza de forma alegre e inovadora. Os próprios filhos dos cantores e compositores cantam junto e aí meu amigo não tem como não se identificar. Porém, a grande sacada é que você também não vai conseguir parar de ouvir!