por Dora Lorch
Cada pessoa é um mundo, mas podemos analisar cada mundo, e quem sabe classificá-los em grandes grupos, na maneira como lidamos com nossos sentimentos.
Na praia, por exemplo, os pais querem que seus filhos gostem do mar, tanto quanto eles gostam. Por isso usam de vários estratagemas, indo devagar, aproximando seus filhos do prazer de estar na água, brincando junto.
Mas o que aconteceria se o filho emperrasse na beirada da água e não quisesse entrar de jeito nenhum?
Basta ficar parada em qualquer praia, para perceber que cada um lida com a situação à sua maneira: uns brincam, outros ralham, outros desconsideram os berros de medo dos filhos.
Certa mãe, ao ver seu filho com medo, puxava sua mão, e dizia vem, vem filho, se você não vier vou te jogar na água! E ria.
Interrompi, e fui conversando com a mãe que daquela maneira o medo da criança só ia aumentar. Tão logo ela se desconcentrou, o menininho (devia ter entre 1 e 2 anos) saiu correndo em direção oposta ao mar. leia mais »
Piadas para gente muito sofisticada
Intelectual também tem direito ao riso!
por Edson Aran
– Toc! Toc!
– Quem é?
– Jorge Luis Borges!
– Pela última vez: isso aqui é uma biblioteca, aqui não é o banheiro e não mije de novo em cima dos originais do “Quixote”, porra!
* * *
Na mundialmente famosa Academia de Artes Plásticas estavam Juan Miró, Vincent Van Gogh, Pablo Picasso e Toulouse Lautrec. O professor, Paul Gauguin, lançou um desafio aos pintores:
– Meus caros colegas, me digam agora em que fase vocês pretendem entrar na próxima etapa das suas brilhantes carreiras.
Pablo Picasso pensou imediatamente “Fase Azul! Faze Azul!”, mas Juan Miró foi mais rápido e respondeu primeiro.
– Fase azul!
– Muito bem! – respondeu Paul Gauguin – Muito criativo e diferente, Juan. E os outros? leia mais »
por Ana Lou para Página da Cultura
O amor é revolucionário e através dele podemos transmitir valores importantes para os nossos filhos. Entretanto, ele não é um sentimento avesso a conflitos principalmente quando e trata da educação de nossas crianças e adolescentes. Impor limites é necessário, mesmo mediante a chantagem emocional.
Para escritora, psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch os filhos pressupõem “ que o fato de amar alguém dá carta branca para que esse alguém faça o que quiser. Os pais amam, sim, mas isso não impede discussões nem cobranças de responsabilidades. De qualquer modo, é melhor avaliar a situação junto com o filho”. leia mais »
por Ana Lou para Página da Cultura
Parece bobagem, mas dizer ao seu filho que os gostos pessoais dele são péssimos sem procurar entender o que o leva a tal escolha pode gerar conflitos entre vocês.
Para a psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch: “Muitas vezes, não conseguimos conversar com outras gerações por acharmos que apenas nossos valores estão corretos. Para muitos, as novas gerações não têm bom gosto em nada, ou seja, as preferências dos mais novos são ruins demais. Alguns adultos não gostam das músicas, outros não gostam das roupas desses jovens. Há ainda os que não gostam do comportamento dos mais jovens. Mas será que paramos para ouvir que essa geração tem a dizer?” leia mais »
A história não contada de Machado de Assis
por Edson Aran
Empertigado em seu fraque engomado, Machado de Assis abre a primeira reunião da Academia Brasileira de Letras.
“Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar a Academia pela consagração da idade…””
No fundo da platéia, alguém grita:
“Cala a boca, ô crioulo!” leia mais »
O seu filho pode contar com você?
por Ana Lou para Página da Cultura
Ser responsável por uma criança ou adolescente é um desafio. Cotidianamente nos deparamos com novas questões e muitas vezes nos sentimos perdidos. Afinal, como educar os nossos filhos?
Hoje sabemos que apenas garantir a segurança material deles não é o suficiente. Muitas crianças estão desamparadas, pois não vêem em seus pais amigos e não sabem como comunicar a eles seus sentimentos. Segundo a escritora, psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch:
“Crianças e adolescentes precisam saber que podem contar com os adultos, senão sentem-se desprotegidos frente às chantagens, aos assédios e às agressividades que os maiores infligem aos mais fracos. Isso inclui pedofilia, assédio moral e sexual ou seqüestro. Por receio de falar a verdade e ser criticado, ou até punido, seu filho pode querer resolver sozinho uma situação maior que ele. É o medo fazendo vítimas.” leia mais »
Gisele contra a segurança Nacional
Era um dia calmo no Planalto quando…
por Edson Aran
Baranguilda da Silva, ministra da Associação das Mocréias Ligadas à Presidência da República (AMABAIACU), entra esbaforida na sala da presidente Dilma Rousseff.
“Companheira dona presidenta! Emergência nacional!”
Dilma Rousseff nem se vira para a recém-chegada e continua olhando fixamente a tela do computador.
“Manda demitir o ministro!”
“Que ministro?!”, pergunta Baranguilda, as duas mãos apoiadas no que um dia foi uma cintura. leia mais »
A poesia como uma forma de luta
Por volta de 1850, o número de jornais que circulam no Brasil aumenta intensamente. A produção de papel mais barato, feito de celulose, substituindo os dispendiosos linho ou algodão, permitiu que isso ocorresse. Mudanças sociais também estimulam a intensificação da produção jornalística. A partir da referida data – que encerra o tráfico de escravos africanos – a sociedade brasileira começa a discutir como e quando ocorreria o fim da escravidão. Tal debate aconteceu principalmente através da imprensa. Abolicionistas recorrem a várias formas de sensibilização da opinião pública. Poesias são sistematicamente utilizadas nesses embates; poetas profissionais e amadores mobilizam sentimentos de compaixão e revolta. Em 1884, o jornal “A Vela do Jangadeiro” publica os seguintes versos anônimos: “Tu – alma de lodo – feroz egoista/ Q´não conheces do tempo a evolução/ E, retrogadando es-escravagista,/ Verás o sol da redempção/ E teu nome escripto em negra lista/ No dia em que morrer a – escravidão”. Trata-se de um exemplo, entre milhares. Por isso mesmo é possível afirmar que a poesia foi uma arma na luta pela Abolição. Para saber mais, clique aqui


