por Ana Lou para Página da Cultura
Em minhas constantes buscas, pesquisas e navegações pela internet me deparei com um programa chamado “Todo Mundo” apresentado pela atriz Maria Flor para o canal Multishow.
Neste programa Maria Flor conversa com diversos brasileiros que vivem em Londres e em meio a esse bate papo os indaga sobre o que os levou a cidade, o que aprenderam ou aprendem todos os dias e se pensam em retornar ao Brasil.
Porém, de todas as conversas travadas por ela a que mais me chamou atenção foi com um amigo da atriz que vivia em um circuito completamente limitado em São Paulo (do Jardins a Higienópolis). Andava somente com um motorista particular e observava que as roupas jogadas no chão do quarto em um dia, apareciam limpas e passadas em cima da sua cama no dia seguinte. Porém, através desta observação ele chega à conclusão que a sua vida até ali foi feita por outras pessoas e não por si mesmo e mediante a isso decide construir a sua vida com o seu próprio esforço em Londres.
Já Nicolau, personagem principal de Henrique Schneider, em “O grito dos mudos”, ficaria surpreso ao ouvir essa história. Afinal, toda a sua vida, inclusive o seu trabalho como lavador de pratos em um restaurante, sempre foi construída com suas próprias mãos. leia mais »
Escritor é um bicho muito besta
por Edson Aran
Escritores não são pessoas normais feito eu e você. Escritores têm “bloqueio” – um jeito pretensioso de dizer que eles não têm porra nenhuma na cabeça. Você não vê carteiros parados no meio da rua, a mão cheia de envelopes, falando sozinhos: “Não adianta! Por mais que eu entregue cartas, eu jamais farei uma obra-prima! Ou cirurgiões: “Não adianta! Implantar esta ponte de safena não fará de mim um novo James Joyce!” leia mais »
A solução para todos os seus problemas
por Edson Aran
Sou obcecado e completamente viciado em Twitter como sabem meus quase 13 mil seguidores (yeah!). Embora classificado como “mídia social” (e existe mídia que não seja social, ô energúmeno?!), o Twitter é um pouco diferente do Orbook e do Facekut. No Twitter você não precisa necessariamente interagir com as pessoas: pode ficar falando sozinho como se fosse o PSDB. Ou sair mandando beijinhos pra todo mundo como se fosse crítico de música.
Mas a maior invenção do Twitter é o block. Trollou? Block. Encheu o saco? Block. Só escreve inutilidades? Block. Block, block, block. Block & report spam. leia mais »
Oportunidade não é coisa que se perca
por Ana Lou para Página da Cultura
O autor e nosso colaborador Roberto Jenkins de Lemos escreveu seu livro “Primeiro Amor” em 2008 e de lá pra cá o mesmo já foi reimpresso quatro vezes. O que apenas evidencia a qualidade da obra que foi publicada pela Editora Saraiva e faz parte da Coleção Jabuti.
Neste livro Jenkins conta a história de Edilson, um garoto de 17 anos que trabalha como assistente de caminhoneiro e através do seu trabalho entra em contato diariamente com a triste realidade do nosso país presenciando “ a degradação das rodovias, os baixos salários, assaltos e violência”.
Porém, mesmo em meio à dura realidade ele conhece seu primeiro amor que o motiva a mostrar os seus sentimentos mais nobres como à coragem, o caráter e a força.
Leitura obrigatória para jovens que apreciam uma boa leitura repleta de amor e aventura. Para saber mais, clique aqui
Saia da caixa você também… vem!
por Edson Aran
Pensar fora da caixa sempre foi um desafio. Na Grécia Antiga, acreditava-se que nada existia fora da caixa. O filósofo Platão tentou inutilmente provar que o mundo era mais do que a caixa, mas acabou ridicularizado pelos pré-socráticos: “Tá, tá. Agora vai chamar o Sócrates que a gente tá esperando ele faz mais de meia hora…”.
Com o fim da Antiguidade Clássica – numa quarta-feira de fevereiro, às três e meia da tarde –, o pensamento fora da caixa passou a ser severamente punido. Na Idade Média quem ousasse botar o nariz pra fora era submetido à fogueira e tortura. Não necessariamente nessa ordem, pois torturar cinzas de gente esturricada dava muito trabalho, especialmente em dias de ventania.
O mundo ocidental e cristão só voltou ao tema durante o Renascimento, quando Michelangelo Buonarroti foi contratado pelo Papa Baitolo V para pintar o teto da caixa. “Fucus pedicabo culus obeliscum pintus caixus!”, explicou o Pontífice. Frase que pode ser traduzida como “Se a caixa ficar bem lindona, ninguém vai sequer pensar em pensar fora da caixa, né mesmo, Michelão?”
A vontade de pensar fora da caixa só voltaria bem mais tarde. Em 1782, o filósofo prussiano Immanuel Kant botou a cabeça fora da caixa e levou o maior tapão no pé do ouvido. Ele nunca mais pensou fora da caixa depois disso. leia mais »
Quantas horas do seu dia você dedica aos seus filhos?
por Ana Lou para Página da Cultura
Certamente, em algum momento na relação com o seu filho você se perguntou por que ele não presta atenção nas coisas que você diz e ensina.
No entanto, as crianças nos dias de hoje querem entender o motivo pelo qual não podem fazer determinada coisa ou agir de tal maneira. Na pressa, acabamos respondendo de forma autoritária e sem abertura para o esclarecimento de dúvidas, opiniões divergentes ou simplesmente maneiras diferentes de se comunicar como já abordamos em um post anterior.
Para a psicóloga e nossa colaboradora Dora Lorch “Crianças e jovens querem entender porque devem obedecer às ordens dos pais. Eles estão mais críticos. Só falar raramente resolve. É preciso convencê-los. Para tanto, você deve explicar ao seu filho os motivos pelos quais quer que ele siga uma instrução. Por exemplo: “Se você não me disser aonde vai, não tenho como socorrê-lo se acontecer algo mais sério” ou “Se você comer só salgadinhos e doces, seu corpo vai ficar fraco e você vai adoecer”. leia mais »
por Dora Lorch
Cada pessoa é um mundo, mas podemos analisar cada mundo, e quem sabe classificá-los em grandes grupos, na maneira como lidamos com nossos sentimentos.
Na praia, por exemplo, os pais querem que seus filhos gostem do mar, tanto quanto eles gostam. Por isso usam de vários estratagemas, indo devagar, aproximando seus filhos do prazer de estar na água, brincando junto.
Mas o que aconteceria se o filho emperrasse na beirada da água e não quisesse entrar de jeito nenhum?
Basta ficar parada em qualquer praia, para perceber que cada um lida com a situação à sua maneira: uns brincam, outros ralham, outros desconsideram os berros de medo dos filhos.
Certa mãe, ao ver seu filho com medo, puxava sua mão, e dizia vem, vem filho, se você não vier vou te jogar na água! E ria.
Interrompi, e fui conversando com a mãe que daquela maneira o medo da criança só ia aumentar. Tão logo ela se desconcentrou, o menininho (devia ter entre 1 e 2 anos) saiu correndo em direção oposta ao mar. leia mais »



